Ninguém quer um relacionamento sério comigo

Tenho 22 anos e não aguento mais minha mãe controlando a minha vida

2020.11.26 21:30 serionaoda Tenho 22 anos e não aguento mais minha mãe controlando a minha vida

Minha família toda por parte de mãe é extremamente religiosa e acham que é normal forçar a religião deles pra mim, sendo que eles sabem muito bem que eu não tenho as mesmas crenças. Todos eles apoiam minha mãe.
Ela sempre foi extremamente controladora. Controla até mesmo a hora que eu acordo, que eu vou dormir e a hora que eu guardo o celular. Controla quantas vezes por semana posso sair. Fica com raiva se compro algo com o meu próprio dinheiro sem avisar. Fica com raiva se falo que quero ver meu noivo durante a semana (só saímos nos finais de semana porque moramos longe um do outro).
Ela desdenha do nosso relacionamento. Fala que não entende porque queremos nos ver tanto e passar tanto tempo juntos (nos vemos 1 vez por semana). Fala que somos insuportáveis e que ela não aguenta mais lidar com a gente porque queremos nos ver toda hora.
Toda vez que falo que tô pensando em ir pra casa dele durante a semana, ela diz que eu sou louca e que estou cega de amor (???).
Não entendo porque ela se comporta assim, sendo que quando ele tá aqui ela trata ele super bem e já me disse várias vezes que ele é uma ótima pessoa.
Ela me controla com chantagem emocional e tentando me fazer ficar mal com as outras pessoas em quem confio. Fala que eu não tenho amigos de verdade e que as pessoas fingem que gostam de mim. Fala que meu noivo vai me largar e que eu vou voltar chorando pra ela. Fala que sou iludida e que ninguém me quer por perto.
Mesmo sabendo que ela fala tudo isso pra me controlar e que é tudo mentira, ainda me machuca muito. As vezes ela me faz ter crises de ansiedade horríveis falando todas essas coisas e ainda me chama de louca quanfo me vê mal depois.
Ela diz que como moro na casa dela, tenho que respeitar ela, que basicamente quer dizer que tenho que obedecer.
Faz muito tempo que quero sair de casa. Ganho o suficiente pra ir morar sozinha, mas estou juntando todo esse dinheiro pra me casar com meu noivo. Ainda não podemos morar juntos porque ele é estagiário e estamos esperando ele ter um emprego de verdade.
A previsão é que a gente consiga se casar daqui a um ano, com o dinheiro que estamos juntando (não pra festa, mas pra comprar os móveis da casa). Aí também daria tempo de ele ser contratado em algum lugar.
Mas eu não aguento mais esperar um ano. Não aguento mais ver minha mãe surtando e gritando comigo só porque eu falei que queria sair pra ver meu noivo ou porque ela me viu assistindo uma live hindu (que pra ela é coisa do demônio).
Não aguento mais ficar ouvindo ela e minha família falando coisas homofóbicas e machistas em todas as reuniões de família.
O pior de tudo é que depois que ela para de gritar, ela finge que tá tudo bem e eu que exagerei.
Sério, quero muito ir embora mas aí não vou conseguir guardar dinheiro pro meu casamento. Não aguento mais. Não sei o que fazer.
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2020.11.15 15:18 LucasSkudy Tô a fim de me matar

Bom, vou tentar resumir tudo pra vocês entenderem
1° - Há um mês eu decidi terminar um relacionamento de 2 anos e 6 meses que durou todo o meu ensino médio. A minha ex era uma menina incrível, nós não tínhamos nenhum problema grande entre a gente além do que me fez terminar, que são as expectativas diferentes para o relacionamento. Eu não sentia mais vontade de sair com ela e sentia que não estava pronto pra ter um relacionamento muito sério nesse momento, quem sabe mais pra frente, então decidi terminar pq ela tbm já tava sofrendo e não queria ver ela triste
2° - Sempre tiver um pouco de histórico de depressão e sensibilidade, sofri bastante quando era menor e isso me afetou bastante, só que o namoro conseguiu disfarçar isso. Porém todo esse sentimento voltou agora
3° - O término tá me afetando muito. Tenho vontade de saber o que ela tá fazendo 24h por dia, meu tempo no celular foi de 3h/dia pra 7h/dia. Fico criando histórias na minha cabeça que envolvem ela e outros homens, o que me deixa mais pirado ainda. Vejo ela saindo e fico com ciúmes. Não tô conseguindo estudar pq não paro de pensar nela. Eu já conversei com ela e a gente não tá brigado, estamos de boa um com o outro, mas o sofrimento não passa. Além disso, tenho a sensação de que ela cagou pro tempo que a gente ficou junto e agora não quer nem saber. Detalhe: Moro em cidade bem pequena, então meios que nossos amigos são todos envolvidos e muita gente que conheço sei que já foi dar em cima dela.
3°.1 - Logo que terminamos eu sofri muito, depois fiquei de boa e tava totalmente focado e dedicado nos meus planos. Academia 5x na semana, estudando todo dia, saindo com meus amigos, mas um dia acabei encontrando ela(cidade pequena) e todo esse sofrimento despertou em mim,.
4° - Ano que vem vou morar sozinho em uma cidade completamente diferente e não sei se vou dar conta depois de tudo isso e de não ter ninguém pra poder contar enquanto estiver lá
Tendo em vista todos esses problemas que tô enfrentando, pensar nos problemas que vou ter que enfrentar ano que vem quando vou ir morar sozinho em uma cidade diferente, cursar faculdade, além de todo o sofrimento causado pelo término e o medo de não encontrar alguém tão legal quanto ela pra ficar comigo + o ciúmes envolvido, um pensamento suicida vem na minha cabeça toda hora. To sentado e de repente eu lembro de tudo e vem uma vontade de pegar uma corda e simplesmente me pendurar ou sei lá, achar um jeito pra acabar com esse sofrimento. Como não tenho ninguém pra conversar ou desabafar, decidi escrever isso aqui. Obrigado a todos que responderem
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2020.11.13 06:42 satanistboy Nunca senti tamanho desgosto de ter pedido meu tempo conversando com alguém

Sim, sentimento está extremamente forte e pesado e pra piorar tô sentindo isso pela minha mãe
[textão alert]
{contexto} Minha mãe é psicóloga e eu tenho depressão faz alguns anos mais ou menos e ela demorou um tempo absurdo pra se tocar que o filho dela tem depressão (amigo meu me falou uma vez " em casa de ferreiro o espeto é de madeira" ou algo assim, aliás salve Demon) e de novo, a questão não chega a ser essa, o buraco é mais embaixo, pq no momento que eu fui medicado e devidamente diagnosticado ela levou mais a sério e valeu a pena ter contado tudo pra ela e ter esperado até q ela me levasse a sério; ela me disse que preferia que eu falasse como eu estou e q eu dizer como q está minha saúde mental do que ele tiver na ignorância (pelo menos foi oq eu tinha pensado na época) nesse período queria muito parar o cursinho pq não tava acompanhando a matéria fazia meses e não conseguia estudar e minha mãe e meu pai concordaram desde q eu trabalhasse ou estudasse. Concordei pensando que estaria em condições de trabalhar porém estava enganado e minha mãe estava pressionando muito e eu tava tentando dizer pra ela q eu não estava bem e q N ia dar pra eu arrumar um trampo porém nada tava adiantando, ent decidi demonstrar meus sentimentos na intensidade q ele era pra ela sem nenhum tipo de ponderação, foi uma verdade nua e crua já que com cuidado não funcionava nem um pouco ai tinha até q funcionado
Passou um tempo, e senti q a partir do momento em q o remédio estabilizou ela partiu do princípio que eu estava 100% bem e que tava tudo certo (não sei se era oq ela pensava, mas era oq o comportamento dela dizia, e isso mexia comigo, mas era menos ent era relativamente lidavel. Minha mãe começou a forçar absurdos pra eu arrumar um emprego e aquilo ali tava muito pesado e ruim pra mim, pq tenho ansiedade pra algumas coisas e o assunto de trabalho eu sinceramente tenho muito medo e preocupação em danificar ainda mais meu psicológico (que inclusive estava e sinceramente ainda está em um estágio bem suicida e bem inconsequente em relação a minha própria vida e minha mãe SABE disso e ou finge demencia ou esquece com uma frequência relativamente alta) e eu tinha anteriormente entrado em um grande estado de apatia e isso fez deixar ela extremamente mal e arrasada e eu simplesmente não podia fazer nada, já que não tinha controle sobre isso (pra quem não entendeu é tipo como se alguém tivesse desconectado seu controle do console e você só assiste você se mexendo sozinho porém não consegue controlá-lo de forma alguma) e eu felizmente consegui sair disso (e sinceramente as vezes eu sinto uma falta enorme desse jeito que eu ficava e queria que ele voltasse pq assim paro de me machuca sofrer, e ela soube que tinha uma época que eu queria o forte e frio abraço da morte (e sinceramente é uma das coisas que eu mais queria) e após ela ver tudo isso ela começou a se esforçar ao máximo pra eu melhorar psicologicamente e deu certo até um certo momento por causa da pandemia e parei minha terapia pq eu basicamente não podia falar, pq ela ficava falando sobre pandemia, corona vírus, pandemia, isolamento social e como eu estava sendo extremamente inconsequente de sair de casa (durante esse período eu namorava e eu ia na casa dela em uma cidade vizinha bem pequena uma vez por semana mais ou menos) e sinceramente eu tentei muitas vezes e foi bem cansativo falar pra ela de q eu não queria falar sobre isso porém não adiantava, aí dps de várias tentativas eu decidi parar (fora que eu tava julgando que eu tava melhor e iria conseguir lidar bem com a terapia mesmo durante a pandemia, também tinha o fato de q minha mãe deixou de fazer terapia na frequência que ela gostaria pra dar prioridade pra mim, ent achei justo abdicar um pouco minha terapia por ela )
Porém não foi tão simples assim, a pandemia foi responsável por multiplicar meus problemas a 89 mols e deixar a solidão muitíssimo maior, porém meu medo do trabalho ser estressante no nível necessário de eu cometer o suicídio que eu tanto queria ter coragem e isso era bem possível, fora que é basicamente muito delicado alguém que não tem a mínima vontade de fazer nada e alguém que não sente prazer em absolutamente nada quer fazer qualquer outra coisa, nos meus dois últimos relacionamentos eu tentei aproveitar ao máximo e aproveitar pra pegar a energia que o relacionamento tinha gerado pra arrumar um emprego (que provavelmente era e mal mal será minha última tentativa de fazer alguma coisa pra minha saúde mental, pq sinceramente faz uns 4 anos q era pra eu estar morto e cá estou eu só tomando no cu e pegando mais desgosto por estar vivo) ent por causa da minha situação extremamente lixo e frágil eu tenho tentado achar um lugar legal pra trabalhar ou minimamente lidavel pra eu trampar e "sentir o grande bem e maravilhas que o trabalho pode fazer" porém nesse período eu não enviei muitos currículos (foram aproximadamente 20 currículos porém pra minha mãe aquilo era extremamente baixo) ent minha mãe e eu tivemos uma discussão fodida e eu expressei oq eu tava sentimento, que ela estava me pressionado muito e q N tinha pra que dizer, ela entendeu e disse que bate um desespero de me ver deitado na cama sem fazer nada e q entendia que eu estava sendo pressionado por ela e ela disse que iria tomar mais cuidado com a pressão
Esse diálogo foi de certa forma importante pq eu consegui aumentar um pouco mais os lugares q eu iria mandar currículo e fez eu buscar emprego com mais voracidade (durante uns 3 meses mais ou menos) mas o lado mais importante é q ela disse que percebeu que me apressar pra isso não é algo que funciona, me pressionar em relação a emprego não funciona nem um pouco e eu realmente acreditei q ela entendeu essa parte, porém a partir desse ponto a situação piorou cada vez mais
Começando com o fato do meu relacionamento amoroso que eu tinha ter acabado e de uma forma bem miserável (era um relacionamento aberto, essa mina tinha boderline e ela ainda gostava do ex pra Krl e mantinha contato com ele, e quando eu questionei isso com ela, ela disse que não tinha com oq de preocupar que por mais que ela quisesse ficar com ele ele morava longe aí decidi terminar e demorou pra eu me tocar que fui trocado pelo ex dela, me senti muito descartável e inútil, e hoje em dia isso me deixa muito mais mal do q antes) também teve o fato de q me senti abandonado (e fui de fato pelos meus amigos pessoalmente e só tinha me sobrado meus amigos virtuais que eu gostava/gosto pra Krl. Também teve o fato de q meu pai não levou nem um pouco e não demonstrou se importar com uma tentativa de suicídio falando que isso é normal q os jovens ficam com depressão por causa da Internet e acham que o suicídio é uma boa opção (e eu tinha tentando e ele agiu como se não fosse nada, que aliás dá pra perceber que o suicídio do filho não significa absolutamente nada pra ele) também teve o fato de q tive um relacionamento com uma mina q tinha sociopatia e com a diferença de 5 anos conseguiu fazer um relacionamento abusivo, fez eu ter várias crises de ansiedade (ela já fez eu ter uma crise de ansiedade dizendo que estava grávida, ela durante uma discussão disse que a vez que eu e ele fomos no motel eu estuprei ela, pq segundo ela me deu sinais de q eu queria. E na real que eu perguntei várias vezes se ela realmente queria e ela disse que sim. Quando ele ficou mais suave ela disse que só falou que eu estuprei ela pra eu me sentir mal e q ela tava querendo sim ) esse relacionamento foi tão lixo que absolutamente quase TODO MUNDO VIROU AS COSTAS PRA MIM E SE RECUSOU A ME AJUDAR SOBRE QUALQUER COISA que envolvesse esse relacionamento e isso fodeu mais ainda. Como se já não fosse o suficiente minha vontade de vive permanecer vivo já tinha ido embora e teve morrendo de vontade de me matar e acabar com essa merda de sofrimento acabar e já tava meio q querendo " marcar" um dia pra eu me matar porém algo aconteceu que me impediu de fazer (sinto que já fiz tudo que poderia fazer, tava fazendo terapia porém não tô mais e a terapia online ta um lixo, tomo remédio e o remédio ajuda pra Krl porém não acho que eu nesse estado é o remédio deem conta, e também tô indo com a maior dificuldade na academia 3x por semana
A terapeuta da minha mãe morreu e ele ficou extremamente arrasada e triste, deu muita dó e mal por ela, ent tentei fazer uns agrados pra ela e ela ficou feliz e Krl a 4 e por conta desse acontecimento pensei q ela não iria conseguir lidar com a minha morte e ela provavelmente iria morrer pouco tempo mais frente, admiro ela pra Krl, ela pediu divórcio de um casamento em ruínas que ela estava casada por mais q 30 anos e conseguiu se divorciar aguentou o tanto de merda que meu irmão já falou e lidou com o fato do filho dela querer se matar.
{Fim do contexto}
{Começo do desabafo}
Eu estava extremamente frustrado e mal e cansado no meu quarto q tarde por conta de q fui dormir tarde na noite passada e tinha ido na academia quando minha mãe entra no meu quarto extremamente pistola e surtando dizendo que é impossível continuar desse jeito, que eu não faço absolutamente nada e q ou eu tô doente ou eu varei a noite falei q tava deitado pq tava cansado e tinha feito academia e talvez energia não gerasse tenta energia quanto ela dizia, aí ela mandou um " q energia Gustavo? Tu não faz nada aqui em casa, mal mal tu vai na academia 1vzs por semana" e foi embora
Fiquei muuuuuuuuito mal e pra baixo com esse comentário, contei resumidamente pra uma amiga minha e ela disse que seria uma boa eu sentar pra conversar com ela e ver se a gente não conseguia se resolver e foi isso que eu tentei, mas sinceramente acho que só piorou a situação.
Falei pra ela que achava q ela era extremamente inconsequente e impulsiva e que aquilo estava me incomodando pra Krl, disse pra ela que sentia q ela mão tava ligando nem um pouco pra q de o estresse que ela tava sentindo tristeza ela iria descontar em mim e q eu fazia o possível pra quando isso acontecia comigo não causar estresse pra ela. Disse também que eu não tô bem também e q ninguém tá bem mas q eu me preocupo com o bem estar dela e queria que ela fizesse o mesmo No começo ela até pareceu estar entendendo.
Ai ela começou "não dava pra ela parar de me estressar, pq o fato de você não ter um emprego incomoda profundamente e q sua energia me tira do sério e q o fato de você não fazer nada em casa tilta , também q você não fazia nada e q academia não podia ser considerado alguma coisa, já que você não ajudava na casa", falei q ela em nenhum momento me disse isso. Ela disse também que" nenhuma mina vai gostar de você pq você tem 19 anos e nunca trabalhou e nessa época de quarentena e não tô fazendo nada e q eu só vou ter um papo merda, por mais q eu tô triste pelo fim do relacionamento, " você já sabia que seus dois últimos relacionamentos não iriam dar certo e que já eram guerras anunciadas e mesmo todo mundo me falando que ia dar ruim eu ia e tentava, parecia que você queria bater de cara na parede, ent vai e bate a cara na parede e vê se você aprende alguma coisa, e em relação ao término, seu irmão também terminou com uma mina q tava 6 anos namorando, mas ele continua trabalhando, se for pensar assim era pra ele estar sofrendo bem mais que você. Você pode melhorar suas coisas fazendo terapia, eu não tenho essa opção a minha tá morta "
Mano, não tenho palavra does descrever o quanto que eu fiquei pistola e decepcionado, ela deixou bem claro q ela não tá nem aí pra saber o quanto que eu tô sofrendo e fica falando q ela tá em situação pior é a minha e dps teve a audácia de dizer que" filho, eu me importo muito com você, faço isso pq não sei oq mais fazer, mas tu sabe q eu faço isso só pra te ajudar né?" Falei q tinha minhas dúvidas e q N tinha mais nada pra falar com ela e ela foi dormir
Em pensar que eu tava deixando de cometer suicídio por causa dela.... Alguém q não tá ligando.. Enfim, provavelmente quando vocês lerem essa mensagem vou estar ou atualizando minha carta suicida ou dormindo, se tu leu até aqui, tu é um guerreiro por ter lido esse textão, um abraço
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2020.11.09 14:49 Healburst MEU ERRO É AGRADAR DEMAIS AS PESSOAS

Bom dia, só vim desabafar mesmo para tirar um peso das minhas costas.
Eu me relacionei sério 2 vezes, terminei o meu último recentemente e está sendo bem difícil, sou uma pessoa que se apega muito fácil e sempre gostei de agradar muito as pessoas com quem eu me relacionava (sempre fiz isso, pensando que alguém, algum dia faria isso comigo ou pelo menos reconhecesse), nesses dois relacionamentos já me falaram que eu priorizava a pessoa com quem eu estava do que eu mesmo, e realmente foi assim, dedicava tempo, dinheiro, atenção, aos outros e deixava eu mesmo de lado e isso hoje me trás um peso enorme e que sempre me faz ficar mal.
Esse final de semana, eu viajei com uma conhecida, e eu sempre gostei dela, antes mesmo de ter meus dois relacionamentos, porém eu sinto que nunca foi recíproco do jeito que eu queria, nesse final de semana eu pensei que seria a oportunidade de saber, fui super atencioso com ela na viagem, conversamos, fui respeitando o espaço dela, não sou de querer forçar nada, nem insistir demais, fui deixando rolar, com o passar das horas eu senti que fomos nos aproximando, dei alguns beijos na bochecha, umas cheiradas no pescoço, uma mão na cintura, mas eu esperei dela uma atitude simples de pelo menos virar um pouco o rosto pra poder beijá-la decentemente. Na noite de sábado saímos para dar uma volta na cidade, estava em uma cidade turística de goiás, ai resolvi pegar na mão dela e falei que eramos casados, ela fez uma expressão facial mas não deu pra perceber porque estávamos de máscara, voltamos a pousada que estávamos hospedados e ela foi ao banheiro, colocou seu babydoll e deitou na cama, conversamos um pouco, ela se embrulhou sozinha no cobertor e eu fiquei olhando pro teto, estava estressado pela viagem, por não ter dormido saí do quarto, fui até o carro fumei um palheiro e ouvi uma música, voltei tomei um banho, pra tirar o cheiro, e deitei com ela, fiz carinho no cabelo dela, até que ela acordou, perguntei se queria deitar no meu peito e ela não falou nada só deitou, dei alguns beijos na testa e fiz carinhos, quando tentei dar um beijo na boca, ela meio que virou o rosto, foi ai que eu já perdi toda a esperança e ficou só nisso mesmo.
Resumindo, quando você da atenção demais, carinho, quer agradar, você só toma no seu cu, infelizmente é assim que acontece, depois elas ficam postando que homem não presta, que ninguém valoriza, se você é essa pessoa que posta isso no seu whatsapp, instagram seja o que for, eu quero mais é que você se foda também.
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2020.10.29 10:18 nofimnaime Palavras Somente.

Eu não aguento mais conversar comigo mesmo, e como não tenho mais pessoas para isso, essa é a melhor solução. Minha vida só desanda, e desde 2017 eu não consigo segurar as pontas, tive perdas que até hoje me doem, e escolhas nas quais eu me arrependo toda a noite antes de dormir. Consegui afastar esses pesos algumas vezes durante esse tempo, mas ele volta com mais carga, cargas atuais, e isso sempre vem a calhar na semana do meu aniversário. Mas esse peso não é a dor que quase me fez ser atropelado no meu aniversário ou a entrar em pânico na frente de um mercado. Uns meses atrás conheci uma pessoa, e eu naquele momento só queria sair com alguém, aproveitar uma nova amizade e ter aquele lance casual, era só isso, eu estava no meu canto escuro do quarto, já acostumado com esse peso no meu peito, e não queria mais dor de cabeça. E infelizmente eu conheci ela, eu não dava nada pra aquela desgraçada, as mensagens trocadas porém, me fez sentir algo por ela, aquele tipo de sensação "Ok, quero ser seu amigo", e desse jeito eu descobri que ela também não estava bem, tinha acabado de sair de um relacionamento complicado de 5 anos (3 anos de namoro, mas já sofria por 5 anos), e eu botei aquilo na minha cabeça, só queria ter uma pessoa pra conversar, conviver e aproveitar tudo que dava, e depois de uma longa espera de dois dias de conversa, resolvemos se encontrar, morávamos perto do outro, na qual no meio do caminho tinha um parque, perfeito meio termo para ambos, e quando eu vi ela, tudo que eu tinha montado sobre ela mudou. Aquele mesmo sentimento que você olha e admira aquela pessoa no trem, acha tudo incrível e pensa "e se...", o diferencial mesmo foi já conhecer ela, e a cada detalhe, conversa e risadas daquele dia, eu tive a infelicidade de nutrir um sentimento por ela... Não demorou muito para as coisas rolar entre a gente, tínhamos um entrosamento perfeito, e estávamos lá, indo pra minha casa no nosso primeiro encontro, e o que eu achei disso? Eu realmente tinha me apaixonado pelo brilho do olhar dela, o sorriso dela me trazia pás e a voz dela me acalmava, era tudo que eu queria até o momento, chegando lá ela me explicou que o ex relacionamento dela ainda pesava naquele momento, lógico que eu me desapontei um pouco, mas era apenas uma apaixonisse de momento, dava para reverter, e fiz o que tinha que fazer, falei que não iria servir de ponte para ninguém superar ninguém, acabou que ela dormiu na minha casa... Foi uma das melhores noites da minha vida? CLARO PORRA, E AINDA ELA FOI A PROTAGONISTA DE UMA DAS CENAS MAIS MEMORÁVEIS DA MINHA VIDA. No outro dia, conversamos ainda mais, e na dúvida que eu estava, esperei pelo movimento dela, pra mim tudo é um jogo, cada detalhe e ação conta, e o turno dela foi pedir um Uber pra minha casa, pra passar outra noite comigo, e ela estava incrivelmente linda... maquiada com uma delicadeza... vestido que abraçava a arte corporal dela... e a boca que porta o melhor dos sorrisos...
Foi nesse momento que eu cometi o maior erro de todos, depois de uma noite incrível (outra), eu falei que queria ela pro resto da minha vida, ela ainda estava afetada pela outra, mas o coração dela já sentia alguma coisa por mim, além do relacionamento passado dela, tinha a minha ex...
E então eu entro no meu primeiro inferno.
Sim, é isso mesmo que você está pensando, 4 dias de conversa e eu já estava pedindo ela em namoro, eu não conhecia ela direito, e muito menos ela me conhecia, só que aqueles momentos foram ótimos, e foram por bastante tempos, mesmo com autos e baixos, só que cada vez que ela deitava no meu peito, e a gente conversava fica mais nítido que os dois se amava, e saiu dela, o primeiro "te amo", na qual terei a dor de nunca esquecer, e foi assim que depois de 6 dias de conhecer ela, resolvemos entrar em um relacionamento, depois dela ter completado um mês de sair do dela, e eu de ter tentado incontáveis vezes de retorna com minha ex. Aliás, minha ex... todos nós temos problemas, e o problema dela sempre foi se depender demais de mim, morávamos juntos, e depois de perceber que a gente não daria certo, terminei e voltei pra casa, porém ela era destruída psicologicamente, uma vontade de suicídio constante, e eu tinha medo de isso se torna uma realidade, mesmo terminando com ela, a moça nunca deixou de ter minha importância, antes de sermos namorados, eramos amigos, e isso não acabou, sempre vou me importar com ela, como a grande amiga que ela é. E nossa protagonista não entendia isso, até tentou compreender a gente guardar por um tempo, mas ela queria nos anunciar para o mundo... E no começo eu não entendia o "pra que?" só tentava explica que isso poderia acabar com a vida de uma pessoa, e depois de uma semana nisso, se encontrando todos os dias com ela, resolvi conversar com minha ex. Expliquei pra ela o que estava acontecendo, e que eu tinha encontrado outra pessoa, que não queria perder o contato dela, sendo ela uma das pessoas mais importantes da minha vida, acabou que minha ex entendeu, e ficou ressentida, ela sentia muita coisa, e queria voltar... mas ela seguiu o caminho dela e me deu apoio, ela simplesmente me queria feliz, era só eu correr pro abraço da minha então amada e vocês teriam lido o começo de uma linda história de amor...
E então eu senti pela primeira vez a chama silenciosa do primeiro inferno.
A pessoa cujo eu já chamava de "Vida", não achou isso o bastante, mesmo já declarando nosso namoro, ela queria mais, pediu pra eu cortar contato com minha ex, vulgo melhor amiga, dizia que não daria certo e me pressionou a prometer isso pra ela, e nesse meio termo, eu tive que ver ela tentando reconstruir uma amizade com a ex dela e falhando miseravelmente no mínimo, mas BELEZA, segui deixando a minha ex de lado e fui construir o que eu queria com a pessoa que eu desejava, e nas primeiras semanas, foi maravilhoso, eramos a melhor combinação do mundo, dava pra sentir os outros casais invejando, a gente era mais entrosado que Romário e Bebeto, mais bonito que o sol se pondo em um céu laranjado, muito mais divertido que o todo o elenco dos Barbixas fundido com o Hermes e Renato, se você não entendeu que éramos incríveis, coloca todas as referências ao seu gosto que você vai entender. Só que eu descia mais para o inferno e não sabia.
Os outros níveis do inferno.
Todo mundo briga, não é nenhum erro discordar com alguém, e os lados se alterarem, mas o meu pavio estava curtíssimo... Eu não me aguentava, imagina então os erros das outras pessoas? E eu falava com ela o que me incomodava, e não era coisa básica do tipo "aí não gosto do seu sotaque" tava mais pra "você poderia falar menos putaria no meio da rua entre as pessoas?". E isso foi piorando, e eu não sou nenhum santo, muito pelo contrário, sei que errei de ter falado com ela daquele jeito, e então foi aí que o MEU jogo começou a trocar de estilo, eu percebi que tinha que mudar meu jeito, meu comportamento e minha forma de tratar algumas coisas. Sou explosivo, se tem que brigar, eu brigo, mas cara, eu não queria perder ela, e nessas foi me tocando que poderia ser melhor eu me trancar na fúria e dialogar na calma, e sim, eu me moldei a ela. Não, não errei só nisso, fiz coisas na qual eu não me orgulho e nem sei como aconteceu, porém, eu estava lá, ouvi o dela, e mudei, é um mérito meu, eu quero que você que está lendo tenha sua própria resposta para isso, pois a minha resposta é, não, isso não é um mérito, se você percebe que está errado, você muda, ok! Ok? E eu infelizmente não vou te dar um Plot Twist e falar que estamos vivendo lindamente, pois a gente desceu mais os degraus... No nível de começar a culpar o jeito no qual a gente conversava no whats para poder brigar, ela falava que eu era outra pessoa no whats, que respondia seco e era monossilábico, eu nunca vi isso, para começo de conversar, e ninguém nunca reclamou isso de mim, o que eu achei mais estranho, porém ela falou que outras pessoas que ela mostrava minha conversava concordava com ela, e tentei mudar isso, mandava mas áudio no intuito de ser mais confortável pra ela, e então chegou nosso primeiro mês de namoro...
Eeeeeh laiá, se quiserem numerar os infernos, fiquem à vontade, pois eu não tenho saco.
Eu sempre odiei isso, de mêsversario, maluco, ninguém quer saber que seu bebê feio está fazendo 8 meses, ou então seu relacionamento que ninguém liga está no terceiro mês, sabe quem se importa pro seu relacionamento, você e sua companheira, e... era importante para nós dois... pra mim pelo menos...
Chegou o cujo dia, e eu tinha planejado uma coisa simples, porém de coração. Vinho, uma pizza, janela aberta com iluminação da lua, era um momento especial na qual queria deixar ainda mais especial. Não falei nada, só deixei as coisas acontecer, e eu não sei por qual motivo, mas ela não estava me ajudando para isso (descobri depois o porquê) e meio que ficava "aí vc quer me ver ou não", meio que se não fosse óbvio que SIM, não só pela vontade de ver ela todo o dia, como pela data, e eu falava que queria, porém ela achou que faltou "vontade" nas minhas palavras, e resolveu ir em uma festa no dia que marcava um mês no nosso relacionamento, eu não acreditei, fiquei encabulado, cara, era nossa noite, noite na qual você optou por passar com pessoas que eu nem sabia quem era, e sem mais nem menos, e vamos discutir de novo... Mas dessa vez foi diferente. Fui na casa dela, já tínhamos conversado sobre o que aconteceu pelo telefone, ela falando que eu não fui direto e parecia sem vontade de ver ela, e eu explicando que não, e que ela cagou pra mim e foi pra uma festa como se fosse nada de mais... Acabou que ela me falou que estava muito cansada pra um relacionamento sério, e que achava melhor a gente dar um tempo, até ela se sentir confortável para estar em outro relacionamento... Tudo que eu queria, era não perder ela, concordei como um desesperado, porém falei que não iria aceitar algumas coisas, entramos em um consenso, e agora sim estamos felizes até agora, claro que não...
Depois desse episódio, resolvi me dedicar ainda mais, fazia tudo que dava pra ela, andava pra qualquer canto com ela, ia buscar, levava ela, talvez vocês nem acredita, mas eu mudei a direção do vento só pra ver o vento tirar o lindo cabelo dela da frente do mais belo rosto, e isso não foi o bastante. Ela buscava mais coisas para a gente discutir, com coisas do tipo "não se mexe no celular na companhia de alguém" é até verdade, mas dá pra você abrir uma excessões quando você passa o dia inteiro com a pessoa, mas eu aderi, e continuei me mudando por ela, era meu foco a melhora dela, e ter nossas alianças de volta "sim, eu comprei alianças, e ela tirou quando pediu o tempo". Mas foi aí que as coisas começaram a mudar pra mim, não vou esquecer que a gente passou mais um tempo de boas, mesmo depois dela ter pedido o tempo dela, a gente brigou muito, e nisso eu estava pensando "será que é bom pra nós dois?" só que quando a gente passava a tarde juntos, eu perdia esse pensamento, pois eu amava ela de verdade, cogitei terminar sim com ela, mas a gente conversava e se resolvia, porém foi nessa que eu percebi que só uma pessoa mudava, eu...
E então, chegamos no último inferno.
Essa epopéia estava no fim, e eu nem percebi, mas vamos logo para o último capítulo. Eu já conhecia a família dela, pelo menos a parte que ela sente alguma coisa, e chegou a vez dela conhecer a minha, meu irmão que tava em Brasília veio com a minha prima e era o momento perfeito, minha mãe ia preparar um almoço especial, chamou até minha tia e meu tio, tava tudo perfeito, só não esperava por uma coisa importante, ela não ir... Então vamos lá, bora começar uma semana antes, ela estava mal, se sentindo triste, fui na casa dela e troquei meu melhor amigo (que estava fazendo aniversário) pra ficar com ela, ele simplesmente me implorou para ir, e eu só falei "me ocorreu um imprevisto", era ela o imprevisto, e dei a força que ela precisava, beleza, no outro dia ela saiu com a amiga dela (coisa que me incomodava, já que a amiga dela incentivava ela ficar com outras pessoas, mas dessa vez, eu achei que ela precisava sair da casa dela). Só que ela ainda estava meio pra baixo, e no final de semana, especificamente sábado, resolvemos sair, ela com a galera dela, e eu com meu amigo que eu tinha furado, no domingo era o almoço, beleza, a gente conversou no whats e parou em um momento da noite, eu não me lembro do restante da noite, fiquei muito bêbado (e não, não fiz nenhuma merda de bêbado, só não me recordo de como eu voltei pra casa e que horas), acordei cedo, que é estranho, e antes mesmo de mandar mensagem pra ela, 6h ela me manda um áudio, falando que tava voltando pra casa da amiga dela naquele horário e que não daria pra ir pra minha casa conhecer minha família, eu fui destruído aí, mandei um "tudo bem", esperei até às 7h, fui no mercado comprar as coisas pro almoço, e foi isso, a cada pessoa perguntando, "Hey, cadê a sua Vida", eu simplesmente colocava um sorriso falso no meu rosto e falava "tá passando mal hoje, vai ficar em casa", no meio do almoço ela me ligou, e eu falei que fiquei mal com isso, e que não queria ver ela. E lembra que eu falei que via as coisas como um jogo, foi esse momento que eu pensei em desistir de tudo, o mais forte desse sentimento. Ela veio em casa, e me ouviu dizer que não queria mais aquilo, eu tinha cancelado trabalho pra ir ver a família dela, quando ela ficou na rua pra não ver a minha, mas eu fui fraco, aceitei as desculpas dela... A mesma pessoa que fala que desculpa não é uma palavra, e sim uma ação, e foi nisso que eu me peguei. E no outro dia, ela tinha uma entrevista de emprego online, na qual o entrevistador não foi com a cara dela (e ele foi babaca, ela foi incrível na entrevista), s acabou nela não passando, ficou devastada, e eu ainda meio chateado com ela, larguei de lado esse sentimento, e fui ajudar ela, comprei bebida, a melhor pizza que eu podia pegar (dominos é claro) pra ver ela levando o vinho que peguei pra beber com a amiga dela...
Ok...
Queria muito ver ela, e na sexta foi o dia, IRRAAAAAAAA, vou ver ela, e ela vai passar o dia comigo, vamos ter a melhor noite de todas e nada disso vai acontecer... Tirando a parte de ver ela, eu fui, e passei incrível 3h lá, a amiga dela falou que tava na bad, e pediu pra ela ir lá, e fodac eu. Mas até aí tudo bem, a garota lá precisava de uma companhia, acompanhei ela até um lugar pro Uber ficar tranquilo, e trocamos mensagem até de noite, quando ela resolveu sair... E sumiu... De madrugada (umas 5h) ela falou que a noite dela foi incrível, que conheceu um cara na qual conversou bastante, e que se divertiu muito, e isso foi as últimas coisas que ela me falou no final de semana resto de sábado, domingo e começo de segunda. Então começou a semana, fui entregar currículo já pensando "isso não está acontecendo" "deve ter uma resposta melhor", a única coisa que ela deveria fazer, era me valorizar depois da pisada de bola do almoço, e não contente, ela me pisa na com os dois pés depois, eu precisava entregar aqueles currículos, eles perderiam a data de vencimento, já que no outro dia eu teria 23 anos, e foi o pior dia do meu ano, eu tava visivelmente abalado, cheguei a vomitar no meio da rua, e mandei mensagem pra ela, pra saber se como estava, e ganhei um incrível "oi, c tá bem?". Cara eu já não tava legal, estava no meio da rua mal, e ainda ganho uma dessa, como se fosse um qualquer na vida dela, mandei um áudio pra ela, falei que não tava, que ela tinha sumido final de semana e queria conversar com ela, e sim, já ia com intensão do pior, colocar todas as coisas dela na minha bolsa, e com a pior das hipóteses já terminava ali, só que fui surpreendido... ela responde a porra do áudio com um "ah, não sei oq vc entendeu, nosso lance é casual, eu tive um final de semana cheio, virei duas noites, pipipipopopo" as lágrimas do meu rosto já estava deixando de existir com a falta de senso dela, eu simplicidade liguei e a única coisa que eu consegui falar foi "Eu desisto." Falei que ia encontrar ela e levar as coisas que estavam na minha casa, e pedi pra ela levar as minhas coisas (inclusive as alianças que ficou com ela), quando ela me chega, toda sorridente, fazendo sinalzinho com a mão, e eu não querendo acreditar, não sabendo se ela não entendeu a grandeza dos acontecimentos, ou porquê eu era só um qualquer pra ela, ela sentou na minha frente e disse "aí, eu não vou mais correr atrás de você... E blá blá blá" era uma realidade horrível, eu não estava acreditando que vivia aquilo, eu pedi minhas coisas, dei a dela, e disse tchau, e ela teve a pachorra de me perguntar se eu não ia abraçar ela, será que em algum momento ela percebeu minha expressão facial? Ela olhou pro vermelho dos meus olhos? Ou então notou o tom da minha voz? Eu cheguei em casa, destruído, e desativei tudo que poderia, graças a Deus eu ainda tenho pessoas que se importa comigo, e me ligaram, falei que ia me isolar um pouco e que qualquer coisa poderia me ligar. Foi a pior noite da minha vida, não dormi nada, e não aguentava nada, quando chegou as 7h da manhã, resolvi sair, chorando que soluçava, e fui para o parque, sentei no banco, e fiquei lá, quando a primeira pessoa me liga, me dando os parabéns (sim, era meu aniversário), eu não sabia oq falar e disse que tava ocupado, na segunda eu não consegui enganar, e percebeu minha voz de choro, falei que logo ligava de novo, e na terceira, eu desabei, era minha ex, a única pessoa que eu não esperava, ela sempre sabe quando eu não estou bem, e ela me deu um pouco de energia, me incentivou a ir pra casa, ver minha mãe, e sair com algum amigo, levantei animado, as palavras dela fazia sentido, até lembrar que a única pessoa que eu realmente queria a ligação não fez questão, e aconteceu uma das piores coisas da minha vida, eu simplesmente olhei para um carro na rua, e fui em direção a ele, a sorte que eu tive do cara ter feriado hoje eu vejo que é incrível, a sorte que eu tive de só ter subido em cima do capô dele e ver ele de tão perto atrás do parabrisa só mexendo a boca não entendendo nada que ele falava, sai de cima do carro e sentei na calçada, depois de uma longa conversa entre um grupo de pessoas, um cachorro e comigo mesmo, resolvi ir pra casa, lavei meu rosto e abri a geladeira, minha mãe tinha feito uma torta pra mim e comprado pizza pra fazer de noite, a minha relação com minha mãe é de mais ou menos pra ruim, porém naquele mesmo dia, foi ela que me viu chorar depois de me desejar sorte, sendo que quem eu chamava de "Vida" me deu o pior parabéns possível pelo Instagram.
Até hoje, dois dias depois do meu aniversário, ela não apareceu pra falar qualquer coisa, e eu realmente não quero ver a cara dela, pois eu tô destruído, até agora eu tô recebendo ligação e mensagem de pessoas que realmente se importa comigo, pedindo pra me ver, e eu não conseguindo, porque essa é a pior versão de mim, e eles merecem muito mais que isso, eu tô pensando em tanta coisa ruim agora, e minha mente tá conturbada tentando simular isso como se nunca tivesse acontecido, e eu realmente não consigo acreditar como esses poucos meses, destruíram tanto minha vida.
Você que leu isso até agora, agradeço muito por reservar esses minutos da sua vida pra esse texto, eu começar ele umas 23h da noite, e tô terminando agora 6h17, depois de parar algumas vezes, e me desculpa pelo tamanho. Eu só achei que precisava compartilhar isso com alguém.
Obrigado por ter chegado até aqui.
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2020.10.21 15:35 CigarraMarron Eu sou uma vadia louca?

Bem, pra começar eu nunca fui a pessoa que idealizava o amor romântico, sempre achei essa ideia falsa e as pessoas que diziam viver morrendo de amor fracas e irracionais. Eu me apaixonava toda semana pro uma pessoa diferente, me divertia muito, tinha momentos intensos em vários aspectos, pra mim isso era ótimo, vivia a ideia de "amor" tradicional, mas sem sofrer por isso, já que não me apegava a ninguém. Junto a isso, sempre fui uma pessoa muito ambiciosa e tenho expectativas enormes para meu futuro, e se apegar a qualquer pessoa seria um tiro no pé, pois ia acabar formando família (o que na minha cabeça restringe exponencialmente a capacidade de uma pessoa se movimentar em busca das suas ambições).
Há alguns anos um amigo de infância se declarou pra mim e decidi entrar num relacionamento sério. E embora não estivesse caída de amores por ele, resolvi tentar por que ele sempre foi uma pessoa maravilhosa. Como já era de se esperar, ele foi um companheiro maravilhoso, atencioso, cuidadoso, amoroso, não deixava a desejar no sexo, praticamente o parceiro ideal, mas não pra mim. Ele queria ter família (filhos, cachorro, galinha, cavalo, casa na roça), não tem ambições, é tranquilo e tradicional, não esquenta com nada no universo. Ele ser assim me irritava, pq eu não aceitava que alguém pudesse ser tão passivo, ainda assim fiquei quase 4 anos no relacionamento, pois toda vez que eu pensava em terminar, minha razão me acusava, dizendo que eu tava jogando fora um homem que a maioria das mulheres gostariam de ter. Então fui só empurrando, até que achei desculpas para justificar o fim do relacionamento, me convenci dessas desculpas e pulei fora, sem olhar pra trás (embora até hj fique me pergunte se não teria sido melhor me adaptar a aquele relacionamento).
Mudei de estado, a trabalho e isso me ajudou a superar o fim do relacionamento que seria ideal, mas não pra mim. Corri atrás das minhas ambições, carreira, viagens, amizades, network. Por dois anos fui solteira e me diverti muito, mesmo que as vezes batesse aquela carência e o vazio.
Nesse tempo acabei entrando numa empresa que não me dava perspectiva de crescimento rápido, como sempre acho que não tenho tempo a perder, fiz uma proposta que se ele não pudesse me promover nos próximos 12 meses eu pediria demissão pra fazer intercâmbio. 4 meses antes de embarcar pro intercambio conheci um rapaz legal na empresa e nos aproximamos e começamos a namorar, apesar de meu intercâmbio estar marcado (obvio que eu não desistiria disso por ele, e nem por ninguém). Optamos por continuar o namoro a distância, foram fucking 7 meses infernais. Mas nem eu e nem ele ficamos com outras pessoas, embora eu tivesse dado a ele permissões (e ele não houvesse me dado permissão nenhuma). Nesse meio termo minha mãe (que mora há 2,5h de avião do lugar que meu namorado mora) ficou doente e tive que voltar do intercâmbio e dar assistência a ela. Fiquei 2 semanas com meu namorado e fui embora de novo, passar um mês com minha mãe.
Durante esse um mês que fiquei fora o meu namorado se envolveu com outra pessoa, ele já estava muito confuso, por que eu jurava que amava ele, mas tava sempre abrindo mão dele por outras coisas. AO saber que ele se envolveu com outra pessoa eu surtei do fundo do meu coração (embora concorde com relacionamento aberto e tivesse anteriormente dado permissões a ele), comecei a julgá-lo e culpa-lo, embora minha razão dissesse: "ele tolerou coisas que nem vc toleraria e ele ainda quer ficar com vc e é sincero com vc".
Meu namorado está muito confuso, e não confia muito em mim. O que é muito compreensível pq eu dou bastante brecha tanto pra a confusão quanto pra desconfiança. Eu vivo como se fosse muito desapegada, embora eu tenha um sentimento por ele, nunca faço promessas de amores eternos e sempre digo que vamos durar até quando durarmos e isso deixa ele bem inseguro, ele acha que não quero futuro com ele. Por mais que eu sinta por ele, tudo que sinto, eu não consigo deixar claro o quanto ele vale pra mim, e na verdade eu nem sei se vale, ou se ele é só o espelho do que eu achava ideal (já que tem as mesmas ambições que eu).
No meio dessa confusão de ele ter ficado com outra pessoa, demos um tempo de 1 semana, que era o tempo que faltava pra eu retornar pra cidade dele. Falei que ele estava solteiro até eu voltar, ele se aproximou da moça com quem ele ficou e agora que cheguei tivemos uma conversa muito séria, ele disse que queria ser solteiro, pra viver aventuras, já que nunca foi solteiro desde os 18 anos, tive a impressão de que ele estava gostando dessa moça (mas em uma semana? Como pode ser? Carência?), ele disse que não quer terminar comigo pq me ama, mas que sente falta de algumas coisas em mim (como a presença física e emocional, e sexo, já que pra ele transar 4 vezes ao dia parece pouco), sugeriu que eu abrisse o relacionamento pra ele, pra ele suprir essas ausências minhas que confesso que são significantes pra ele e ele sempre deixou claro. Eu analisei bem e decidi que queria tentar isso, como uma forma de compensá-lo por ter tolerado as situações que trouxe pra nosso relacionamento que só tem um ano e cujo eu passei um total de 8 meses longe, sem vê-lo. Só que apesar de ser super de boa com a ideia de abrir relacionamento, poliamor e tudo mais, eu comecei a cobrar dele que ele não deveria me impor isso (sendo que ele sempre se mostrou bem aberto a negociações e sugestões e demonstrou o quanto se importava com meus sentimento em relação a isso). Minha cabeça aprovou isso, mas minhas emoções estão transformando isso num inferno pra mim e pra ele e tudo que faço e pressionar. E agora estou pensando em trai-lo, pq estou "muito magoada" e "quero que ele me pague por fazer eu passar por isso". Ele desde o inicio foi bem claro que não abre a relação, ele jamais aceitaria e tmb odeia mentira e traição, por isso tem me contado tudo que tem feito. Marquei alguns encontros aos quais comparecerei. Mas tenho achado injusto, justamente por ele ser tão transparente comigo.
Ai comecei a me questionar, será que gosto mesmo desse rapaz e só estou com ciumes e medo de perdê-lo depois de tudo que passamos e ainda estamos "juntos"?
Será que só tô apegada a ideia de futuro com ele (devido nossos objetivos similares)?
Será que só sou uma vadia louca brincando com o sentimento de alguém que nunca me deu espaço pra desconfiança?
Será que no fundo eu sou egoísta demais pra ficar com alguém e tenho que me acostumar com a ideia de viver só na vida, seguindo meu preceito de desapego (simplesmente pq não quero abrir mão de nada por alguém)?
Sejam sinceros, sem medo de me magoar, sei que a maioria aqui tem a mente bem aberta e poderá me criticar de forma racional.
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2020.10.16 22:23 Creative_Oven_6350 Estou na minha segunda formação e há quase três anos procurando emprego. Não consigo nada. A frustração está acabando comigo há muito tempo.

Bem, antes de começar, essa conta é uma throwaway, já que pessoas próximas podem ver o post.
A questão é a seguinte: logo que saí do Ensino Médio, consegui entrar em uma universidade federal. Na época eu tinha algumas ideias do que queria fazer para a vida e decidi arriscar na que me parecia mais legal. Não me entendam mal, não é que eu me arrependa de minha escolha, honestamente se não fosse por ela eu não acho que seria a pessoa que sou hoje e não conheceria minha namorada (com quem tenho um relacionamento há 5 anos).
Para ser mais específico, eu entrei em Licenciatura e Bacharelado em História, na UFPR. Eu realmente gostei do curso. História sempre foi uma área que me fascinou e durante a formação pendi cada vez mais para a pesquisa. No entanto, claro que na metade da graduação percebi a falta de perspectivas de pesquisas nessa área no Brasil e comecei a pensar em alternativas de onde trabalhar.
Sempre gostei de dar aula, apesar de nunca querer ser professor do Estado. Então entrar em PSS não era uma opção. Antes da minha primeira graduação, durante e até um tempo depois, sempre trabalhei informalmente em negócios da família. Fui assistente administrativo no escritório de contabilidade dos meus pais. Ajudei na pequena gráfica digital que meu tio tinha, tanto no balcão quanto no setor de compras. Esses trabalhos me ensinaram muitas coisas e me deram muitas habilidades diferentes. Sempre sou elogiado por ser comunicativo, tenho habilidades avançadas no pacote Office completo, aprendi a mexer em estoque, arquivo, realizar trabalhos braçais etc.
Só que em certo momento percebi que precisava de um trabalho formal. Algo que estivesse registrado em minha carteira de trabalho. Aqui entra outra coisa que gosto muito: idiomas. Desde cedo sempre estudei outras línguas por conta própria. Sempre foi um hobbie meu. Me tornei fluente em inglês, consigo conversar em francês e japonês e tenho certo conhecimentos de espanhol e LIBRAS. Aproveitando essas minhas habilidades, consegui me tornar professor de inglês.
Mas a ideia de virar professor de inglês nunca me foi permanente. A falta de perspectiva de uma carreira nunca fez com que eu quisesse ser professor. Pesquisador sempre tive vontade. Por outro lado, vejo amigos meus com 30, 35 anos fazendo doutorado, pesquisas maravilhosas, mas precisando arrumar outros empregos para se manter e ganhar mais ou menos mil reais por mês. Não é uma vida que quero ter.
Estou com 23 anos no momento. Quando estava com 20, decidi que iria para outra área que sempre tive muito interesse: a parte comercial. Sempre fui bem com números. Não só enquanto trabalhava no escritório de contabilidade de meu pai, mas também participei e "ganhei" algumas Olímpiadas de Matemática enquanto estava na escola. A área administrativa também era interessante. Então pensei bastante e cheguei a conclusão que se conseguisse algo na área de Relações Internacionais ou Comércio Exterior, teria a carreira que sempre quis.
Isso se deu por volta do início de 2018. Achar estágio na área de História (em museus e coisas do tipo) nunca deu certo, tanto pela falta de vagas quanto pela carga horária diária do meu curso que nunca batia com o que eu achava. Consequentemente, fui procurar estágios e empregos em Relações Internacionais e Comércio Exterior. Assim se deu o meu ano de 2018. Obviamente, sem nenhum resultado.
Eu mandava todo mês meu currículo para inúmeras vagas. Nunca recebi uma única resposta. Tudo bem. Bola pra frente. 2019 chegou e eu me formei na metade do ano. Mais 6 meses sem nenhuma resposta. Nesta época, eu já enviava o currículo semanalmente. Queria alguma oportunidade em RI ou Comex. Eu achei que História era um curso similar o suficiente. Pelo jeito, as empresas não concordavam.
Depois de minha formatura, há quase um ano e meio procurando, decidi investir em concursos públicos. Talvez eu conseguisse uma área no setor comercial ou administrativo do Estado. Não seria um problema se eu pudesse migrar posteriormente. Prestei vários concursos que fiquei três ou quatro vagas abaixo da linha de corte. A frustração era grande, mas eu continuava.
Enquanto isso, precisava me sustentar. Portanto, permaneci dando aulas de inglês. Não posso negar, sou bom nisso. Não muito bom, mas o suficiente para receber elogios esporádicos tanto de alunos quanto colegas. Quem sabe se em algum momento eu me dedicasse à área pedagógica, pudesse crescer e construir uma carreira ali.
Porém, eu sabia que investir na área pedagógica me afastaria completamente de RI e Comex. Então nunca fiz isso ou fui para esse lado. Em certo momento de 2019, passei no edital do IBGE para o Censo 2020. Meu nome foi homologado no Diário Oficial da União. Eu estava dentro. Tinha conseguido algo diferente, além de dar aula. A frustração parecia ter acabado. Só precisava esperar março de 2020 para ser chamado. Minha namorada chorou de felicidade por mim. Eu também estava transbordando por dentro.
Aí aconteceu que... a pandemia. Todos sabem. A verba do Censo 2020 foi cortada completamente nesse ano e transferida para o segundo semestre de 2021, isso se não for postergada mais uma vez. Depois, descobri que o concurso que tinha passado era PSS e mesmo eu estando dentro, não significava que seria chamado. Nisso já era metade do primeiro semestre de 2020 e eu também não havia parado de mandar currículo para RI e Comex. Se eu conseguisse um emprego nessa área, não ficaria no IBGE (pois o cargo era temporário de apenas um ano).
Extremamente frustrado, depois de muitas e muitas (e muitas) crises de raiva, tristeza e angústia, decidi investir em alguma coisa que fosse mudar tudo. Comecei uma segunda graduação. Moro em Curitiba e diante das possibilidades de cursos que poderia fazer nessa área, optei pela que me pareceu melhor: Comércio Exterior.
Minhas aulas começaram em julho desse ano. Desde o mês sete, tenho uma única rotina: todo dia da semana eu acordo, vasculho a internet, sites especializados, grupos de WhatsApp e Telegram, em busca de empregos para a área comercial, administrativa, financeira ou até logística. Existem muitas coisas em cada um desses setores com as quais eu adoraria trabalhar. Todo dia, literalmente todo dia mesmo, eu me inscrevo em média de uma até três vagas - tipo, todo dia.
Desde julho, sou rejeitado em umas 30/40 vagas mensalmente. Entrar em uma segunda graduação de Comércio Exterior realmente ajudou: agora sou chamado para entrevistas e provas. No entanto, sempre que me perguntam se eu faço alguma coisa, se ainda trabalho, digo que tenho o trabalho temporário de instrutor de línguas. Algo que quero largar assim que conseguir outro trabalho na área que quero, ou seja, na área para a qual estou me inscrevendo.
Só que é sempre nessa parte, é sempre nesse momento que vejo claramente que sou colocado de lado. Ninguém quer contratar alguém que precisou trabalhar como professor. Algo pedagógico, muito diferente do mundo comercial. Sempre elogiam minha curiosidade por línguas, acham legal meu contato com setores administrativos e financeiros no passado, mas por terem sido trabalhos informais, ninguém se importa. Sim, estou frustrado.
Dia após dia recebo e-mails falando que não foi dessa vez. Isso quando os recebo. A maior parte das inscrições por e-mail não são respondidas. As que realizo por sites diversos, estão marcadas 90% como "Rejeitado por falta de experiência". Todos estágios. É sério. Tenho mais de 40 vagas de estágio rejeitadas por "falta de experiência". Repito novamente porque estou frustrado: estágios.
Eu não consigo um único estágio. Em nenhuma área. Todo dia sou recusado. Não importa se é RI. Setor de compras. Setor administrativo. Setor financeiro. Setor de logística. Só preciso desse primeiro emprego na área. Aposto que os demais vão vir muito mais facilmente (porque mais difícil não tem como existir).
E receber constantemente, apesar do esforço diário de mandar currículos, atualizar informações em sites (sim, tenho perfil em LinkedIn e mais outros diversos sites de emprego), apenas me lembra do meu fracasso. Não tenho perspectivas nenhuma de que vou conseguir. Nenhuma perspectiva que vou mostrar para alguém quão esforçado posso ser. Quão dedicado. Eu só preciso de uma chance para a primeira oportunidade.
Estou nessa há 3 anos. Acumulo quase 100 rejeições totais desde que comecei minha segunda graduação. Cada vez me empenho mais para tentar. Cada vez tenho menos vontade e fico pior. Menos motivado. Antes que alguém fale alguma coisa (se alguém aguentou ler esse textão de desabafo até aqui), estou sempre verificando meu currículo: como apresentar informações, tirando, colocando coisas. Já contratei profissionais de currículos que analisaram e mudaram algumas coisas. Já apresentei pra muitos profissionais colegas e da família que deram algumas sugestões e elogiaram outras coisas. É algo que estou sempre tentando melhorar, mais e mais.
Pra encerrar, existe um fator nisso tudo que aumenta ainda mais a frustração comigo mesmo, a frustração com todo esse cenário. Minha namorada trabalha na área de tecnologia. Em 2019, decidiu arranjar um estágio. Se inscreveu para três e conseguiu um deles. Agora em 2020 decidiu ir para outro, se inscreveu em uma única vaga e foi aprovada. Não tenho raiva nem dela. O que mais me afeta é a diferença da facilidade de conseguir emprego em uma área comparada à outra. Ela é minha namorada. Amo ela e estou feliz que ao menos um de nós está tendo conquistas dessa área. Mas não consigo deixar de ficar pior, o problema sou eu? Nunca vou conseguir uma vaga simplesmente por causa da minha primeira formação? Porque precisei dar aulas para me sustentar? O problema é algum outro?
Enfim, esse é o meu desabafo. Desculpem pelo tamanho do texto e obrigado se alguém chegou até aqui.
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2020.09.22 00:17 maurocaa Não consigo me importar com ninguém

oi, tenho 18 anos. Sempre fui uma pessoa que os outros normalmente gostam de ter por perto, muitas pessoas me chamam pra sair, pra esse tipo de coisa e parecem se importar comigo, no entanto, de uns tempos pra cá o meu número de amigos tem caído, e parece que sempre que eu eu faço uma amizade sólida, o destino prega uma peça em mim e algo da errado, por exemplo, eu tinha um grupo de 3 amigos na faculdade, era demais, as resenhas eram do caralho, os rolês também etc, mas os 3 saíram do curso no final do primeiro semestre, dois mudaram de curso e o outro de estado, enfim, vamos ao problema em si.

Eu comecei a perceber que eu tinha dificuldade de me importar com os outros quando eu tava saindo com uma menina, no primeiro mês foi tudo incrivelmente bem, as nossas saídas eram incríveis, o sexo maravilhoso, as conversas ótimas e tudo mais. No entanto, ela sofre de depressão e ansiedade, toma remédio e tudo, e aconteceu que em um certo dia, ela tava tendo uma crise de ansiedade e eu fiquei em choque, eu não sabia o que fazer. Eu simplesmente travei, não conseguia falar nada, e isso acabou comigo falando coisas do tipo: "você quer que eu faça algo pra você" e etc mas isso parecia não surtir efeito algum.

E a partir desse ponto, as crises começaram a ficar mais e mais frequentes, no entanto, eu no fundo não parecia me importar, mesmo eu querendo ajudar ela, não sei se porque eu não sabia o que eu deveria fazer ou se eu realmente não me importava mesmo, mas a cada crise que ela tinha eu parecia mais e mais não me importar. E eu considerava que eu amava ela, ou pelo menos achava que amava. Eu fazia de tudo para sair com ela, considerando que na época eu não trabalhava, meus pais nunca me deram muito dinheiro e ela morava relativamente longe de mim, mas mesmo assim eu sempre tentei de tudo e dava meu jeito, eu sentia ciúmes e imaginava um bom futuro com ela (mesmo a gente não tendo nada sério).

Resumindo, depois de muitas brigas, idas e vindas, em um dia qualquer quando eu achava que estava tudo bem entre nós, ela me chamou no WhatsApp e começou a falar que eu não me importava com ninguém, que eu não tinha nenhum amigo verdadeiro, que eu era um monstro, que ela fazia de tudo por mim (e realmente, ela sempre me ajudou com as coisas, com meus problemas etc) mas que eu nunca fazia nada por ela e paramos de nos falar de vez.

Depois disso eu comecei a pensar e analisar os meus relacionamentos e comecei a ver o quanto eu cagava pros outros, o quanto eu não conseguia fazer nada perante os problemas das pessoas e como todo mundo sempre me ajudou quando eu tava na merda, e isso tem me deixado muito mal e triste, a ponto de eu ter medo de começar novos relacionamentos seja de amizades ou amorosos por conta disso, porque eu sempre acho que eu vou estragar tudo pelo meu jeito.

Eu realmente quero me importar, quero conseguir ajudar alguém que está triste ou algo assim, da mesma maneira que sempre me ajudaram, mas eu não consigo. Não sinto tristeza pelos outros, ou felicidade também, só consigo pensar em mim. Eu não me considero uma pessoa ruim, mas depois do que ela disse aquelas palavras não saem da minha cabeça, porque eu já fiz ela chorar, ficar triste e outras coisas mas ela sempre esteve ali pra mim, até a gota d'agua acontecer.

E não é a primeira vez que algo assim acontece, parece que sempre que eu tento me relacionar com alguém algo da errado, não sei se isso é tudo uma grande trollagem da vida, mas já teve caso de menina querendo se matar porque tinha ficado comigo, de gente que quase fugiu de casa porque tava saindo comigo, enfim, eu pareço que estrago tudo em que toco.

Mais recentemente, eu comecei a conversar com uma gatinha que eu conheci em uma entrevista de trampo, ela é tão gente boa e parece gostar de falar comigo, mas quando recebemos o resultado da entrevista, na qual eu fui aprovado e ela não, eu só consegui ficar triste pelo fato de que ia ser mais difícil de ter um contato diário com ela, e não pelo fato de que ela precisava muito do emprego, talvez mais do que eu. E agora eu fico com tanto medo de conversar com ela e estragar tudo pelo fato de que eu sei lá, sou eu. Tanto que fiquei uns 5 meses sem falar com ela, e mesmo assim quando eu postei uma foto ela foi lá, comentou e desde então vem puxando assunto comigo direto, e eu me sinto mal porque eu não consigo e nem tenho vontade de iniciar uma conversa com ela, e sinto que isso no fundo vai acabar desgastando a nossa relação, assim como aconteceu com todas as outras pessoas. E olha que essa eu também imagino um futuro, tenho ciúmes e tal, mas eu não consigo fazer nada.

Enfim, esse foi meu desabafo, não se se isso tem haver com alguma insegurança minha (tenho inúmeras, principalmente relacionadas a minha altura e pelo fato de que eu acho que vou ser trocado por alguém mais alto do que eu a qualquer momento, tenho 1.68m) e isso fez com que eu construisse essa barreira ou sei lá o que, mas eu só quero ser normal, me importar com os outros, assim como eu era quando criança. Lembro que minha mãe sempre pedia conselhos para mim, e eu sempre conseguia resolver os problemas dela. Hoje em dia quando ela vem com algum problema parece que sempre eu entrego a solução mais genérica possível ou faço alguma graça, tanto que ela sempre fala que quando eu era menor eu era o melhor conselheiro do mundo, e hoje em dia não.

Desculpa o post longo, sei lá, desabafei.
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2020.09.13 22:39 TravsTravinho Por que as pessoas têm medo de assumir um namoro? Por que é tão difícil mergulhar no amor e aproveitar os bons momentos?

Eu (20H) conheci esse menino (19H) no Tinder faz alguns meses, acho que há uns 4 ou 5 pra ser mais exato. Ele é bem bonitinho e é o meu tipo rs, mora em uma cidade que fica meia-hora de estrada da minha. Eu me divido entre morar aqui e em outra cidade (300km de distância) onde faço faculdade, e ele faz faculdade do outro lado do Brasil. Ambos estamos de volta nas nossas cidades natais por conta da quarentena em 2020 e das aulas estarem rolando online.
Nós conversamos alguns dias sem parar por mensagem, eventualmente esquecemos um pouco, mas depois voltamos a conversar por ter dado um segundo match no Tinder, daí fui bem direto, já que nunca consigo um date nesse raio de aplicativo e resolvi chamá-lo pra sair (isso em Julho). Saímos, ele veio pra cá, e como eu tenho carro a gente começou a dar bastante rolê por aqui, e depois eu sempre levo ele de volta na cidade dele, ficamos sempre batendo papo até de madrugada no carro. Contudo, ele não pode ficar aqui em casa e nem eu posso ficar na casa dele, porque ambos estamos ficando na casa dos pais.
A maneira que achamos de ter um momento foi a de irmos para a cidade onde faço faculdade, lá eu tenho minha casa e podemos passar um tempinho mais íntimos. Acho que no nosso quarto date fomos passar uns 4 dias lá. De qualquer forma é meio caro, e pegar um avião pra cidade dele não é uma opção também, pelo menos não agora com o preço das passagens. Normalmente fazemos sexo no carro perto da casa dele, e sim, eu sei, é triste a vida do gay que não pode ter intimidade com alguém.
De qualquer forma toda semana a gente se encontra, ele não tem tanta grana e acaba que eu pago muitas coisas pra ele. Durante o mês de Agosto, entre a viagem pra minha cidade, idas e voltas da cidade dele, restaurantes e gasolina eu acabei gastando 2.100 reais!!! Eu não sou rico nem nada, eu só ganho uma boa bolsa de 1.500 reais pela faculdade, que não tenho usado pra nada esse ano (to na casa dos meus pais desde Março) e tenho um tantão desses meses todos guardado na poupança para viajar ano que vem.
Estamos muito bem até então, passamos noites e noites conversando no Discord, vendo Netflix juntos. Ele já sabe muito sobre a minha vida, sobre meus relacionamentos passados, meus amigos, minha família e eu sei sobre o dele, incluindo o péssimo passado que ele teve com um ex-namorado abusivo. Ele me diz que sempre foi um inocente apaixonado, e se jogou muito facilmente nesse relacionamento com o ex, o que gerou muitos traumas, crises de pânico, rolou traição e mais um monte de coisas bem pesadas que não quero falar aqui.
Eu sou um cara bem de boa, ele diz que eu sou um príncipe, que nunca conheceu alguém que o tratasse tão bem, que fosse tão inteligente, atencioso. Acho que parte disso é que nos meus relacionamentos passados eu aprendi a me importar muito com quem eu amo, e realmente, eu sempre faço muitos elogios pra ele, tento fazer ele se sentir seguro, e por mais que ele tenha dificuldades de acreditar que alguém realmente gosta dele, sempre gosto de afirmar como ele é importante, autossuficiente, e merece tudo de bom no mundo, que ninguém mais pode fazer com ele o que o ex fez. Eu sou o tipo de namorado que mostra o quanto gosta e se importa desde coisas pequenas, como abrir a porta do carro , até imaginar que eu me jogaria na frente de um tiro por quem eu amo, e eu o amo. Amo muito, nunca conheci alguém assim, e eu sei quando é paixão e quando é amor, sou novo, mas eu sempre fui meio precoce rs e precisei amadurecer muito cedo na vida.
Ele disse que me ama primeiro, não sei, eu aprendi a não admitir isso tão cedo, ver onde estou pisando e ver se realmente há reciprocidade. Posso tecer mil elogios mas só digo que amo quando tenho certeza. Tudo parece muito perfeito (exceto pelo dinheiro rs), mas ele não quer namorar, ele tem medo, muito medo. Medo de se entregar e fazerem de novo com ele o que ele sofreu, medo de que algum príncipe como eu resolva mudar meu jeito repentinamente e vire um monstro, usando da dependência emocional dele como arma, chantageando, traindo, etc. Medo de voltar para a cidade da faculdade dele e estar preso em um relacionamento com alguém há quase três mil quilômetros de distância, por mais que eu não veja problema em voar até lá para vê-lo. Medo da palavra “namorado”.
Sério, a gente já faz tudo que um casal de namorados faria, talvez seja meio cedo, mas ele diz que não quer ficar com outras pessoas além de mim, e eu digo o mesmo, ele diz que me ama e que não vê o dia dele sem falar comigo, que não consegue ficar longe de mim por muito tempo e já morre de saudade quando a gente se despede, ficamos conversando no carro, ouvindo música, mostrando qualquer coisa no celular um pro outro até a bateria acabar e perdermos noção do tempo. Já cheguei em casa 5h da manhã uma vez sem saber que horas eram ou por quanto tempo ficamos juntos. Ontem assistimos um filme em call pelo Discord e eu assisti ele dormir por umas duas horas enquanto eu estudava para uma prova que fiz hoje cedo, e quando ele acordou no meio da noite disse que não queria desligar, que queria dormir sentindo como se estivesse comigo, abraçando o travesseiro. Mesmo assim, ele não quer me chamar de namorado.
Mas, se o sentimento que eu sinto por ele é tão bom e puro, se nosso amor é tão saudável e cresce cada dia mais, por que precisamos nos segurar e não nos jogar no amor? Como pode uma pessoa traumatizar outra a ponto de alguém ter tanto medo de uma palavra?
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2020.08.24 15:02 LeastFudge9 Se querem uma dica, procurem saber o que buscam em relacionamentos antes de sofrerem por não estarem em um (ou de efetivamente entrarem em um)

Vejo muitos posts de "nunca namorei" por aqui, entendo cada um de vocês e digo que me vejo um pouco nesses posts também. Talvez meu post ajude. Isso aqui vai ser longo.
Sou homem, hétero e tenho quase 25 anos. Até os 22, nunca tinha namorado, nem transado, e entre essa idade e meu primeiro beijo (aos 11 anos de idade), eu havia beijado quatro garotas, uma delas talvez eu não devesse contar, pois foi uma amiga de minha mãe bem mais velha que praticamente me forçou a fazer isso quando eu tinha 14 anos. Mas ok, contemos quatro garotas dos 11 aos 22 anos. Isso me deixava triste nos mesmos moldes que vejo aqui em muitos posts.
No dia do meu aniversário de 22 anos, uma conhecida 16 anos mais velha avançou nas investidas por WhatsApp e me enviou nudes. A partir de então, foi tudo muito rápido, tive minha primeira vez com ela e foi fantástico. Ela estava em um processo de divórcio iniciado havia menos de um mês e tinha um filho de oito anos. Daí começa meu inferno.
Ela era uma mulher muito inteligente, bonita e, para me convencer a iniciar um namoro, praticou o famoso "love bomb", eu me sentia o cara mais foda do mundo, ela inflava minha autoestima de uma forma que ninguém jamais havia feito. Iniciamos um relacionamento sério e entrei no fogo cruzado de uma guerra que envolvia minha então namorada, o filho único dela de oito anos de idade e um ex marido extremamente agressivo e descontrolado.
Cheguei a receber ameaça por WhatsApp do tal ex, o filho dela levava recadinhos velados do pai pra mim, me ligava quando estava com os coleguinhas e me xingava das piores coisas e dos piores nomes possíveis (palavras que uma criança da idade dele não devia saber). Tudo isso enquanto frequentemente o garoto chegava da casa do pai quebrando a casa e gritando, eu acho que isso de esperar o inferno toda vez que ele ia pra casa do pai provavelmente foi o que me fez desenvolver um grau de ansiedade. E como já deve ter sido possível perceber, rapidamente eu ficava mais na casa da minha então namorada que na minha própria casa, por livre espontânea pressão.
Como se não bastasse, minha então namorada era extremamente controladora. Com o tempo, eu não podia mais conversar com outras mulheres, ela gritava comigo e quebrava a casa quando estava - nas palavras dela - "surtada". Pra ajudar a ilustrar, lembro-me que uma vez bocejei enquanto estávamos em um restaurante (EU organizei a ida, foi meu presente de dia dos namorados) e ela começou a brigar, perguntando se eu não queria estar ali (e então passei a ter receio de bocejar perto dela - e eu bocejava bastante, porque trabalhava e fazia faculdade).
Houve também uma situação em que recebi uma proposta profissional que significaria passar quatro meses em outro país. Ela surtou, passei uma noite em claro com ela gritando, quebrando a casa, tentando me expulsar de lá (como eu iria embora com a mulher naquela situação?). Enfim, foi um inferno, nem gosto de lembrar. Acabou que eu neguei a proposta profissional, ao mesmo tempo em que ela saiu falando para meus amigos (que viraram amigos dela também) sobre como ela, apesar de triste com a distância, achava uma oportunidade e um projeto muito importantes. E também encontrou meios de me manipular ao ponto de eu ficar na dúvida sobre por que eu tinha negado a proposta. Recentemente, depois de mais de um ano de terminados, ela disse pra uma prima minha sobre essa história e confessou que "fez de tudo que foi possível" para que eu não fosse. Me senti um idiota.
O cúmulo, na verdade, foi quando minha família alugou um sítio para comemorar o aniversário da minha irmã mais nova, a festa consistia em as pessoas mais chegadas ficarem um fim de semana inteiro neste sítio. Nessa época, minha ex já tinha desenvolvido uma posse sobre mim que incluía ter uma espécie de ciúme do tempo que eu dedicava à minha família (que já era quase zero). Justamente por isso, percebi que minha ex estava resistente a ir para este sítio, optei por fingir que não tinha percebido. No dia de ir pro sítio, como eu já suspeitava, ela estava em surto e passou a manhã inteira deitada. O filho dela estava ansioso pra ir, pois tinha piscina e outras crianças, então resolvi que iríamos eu e ele, disse isso pra minha ex e falei pra ela me ligar assim que quisesse ir, que eu a buscaria. O sítio ficava a uma hora de carro.
Vou resumir o que aconteceu, embora para passar o meu terror eu devesse contar detalhadamente. Basicamente, para fazer-me sentir-me culpado por ter ido sem ela, ela resolveu colocar fogo em umas toalhas (muitas!) no chão do banheiro, a ideia - isso tudo eu só concluí passados meses - era criar uma cena de horroincêndio pra quando eu chegasse. O que ela não calculou é que o álcool evapora rápido, então ela queimou o rosto, parte do cabelo, o pescoço, parte dos seios e da barriga. Ela me ligou em pânico e eu corri de carro tarde da noite em uma estrada deserta. Daí em diante nossos dias foram de hospitais (eu fiquei nos hospitais o tempo todo) e cirurgias plásticas. Ela não ficou com nenhuma sequela física. Depois que a ajudei com as queimaduras (em casa, eu fazia os curativos) e cicatrizes temporárias, terminamos (e no dia seguinte ao término ela bateu o carro e, pela forma como foi, parece ter sido proposital). Mas, enfim, consegui sair desse relacionamento abusivo depois de quase dois anos. Esse textão que escrevi é só uma porcentagem do que passei.
Menos de um mês após esse término, retomei contato com uma amiga (e paixonite platônica) de adolescência, acabou que ficamos e veio outro "love bomb". Caí nessa de novo pra depois de dois meses ela me tratar feito lixo, me dar respostas mal educadas, me ignorar e perder a paciência por coisas banais. Essa noite tive um pesadelo com o desdém dessa última ex (faz nove meses que terminamos) e acordei mal, por isso vim aqui desabafar. Felizmente, esse outro relacionamento não durou mais que quatro meses.
Hoje, olhando pra trás, percebo que caí nessas porque tenho uma carência advinda de um abandono afetivo na infância/adolescência, fruto de situações com meus pais. Ou seja, eu estive buscando suprir com relacionamentos uma carência paternal/maternal, então virei alvo fácil para pessoas complicadas ("love bomb" e visões idealizadas e fantasiosas de relacionamentos me fisgaram fácil). Eu estou bem atualmente e bastante feliz com vários projetos pessoais e profissionais, talvez esteja na melhor fase da minha vida nestes termos. No entanto, estou quebrado para relacionamentos e sei que precisarei de terapia para superar a resistência que adquiri com os traumas que relatei. A conclusão é: procure conhecer a si próprio e reflita bastante sobre porque não estar em relacionamentos lhe afeta, pois você pode estar tentando tapar um buraco que na verdade lhe fará ser presa fácil. Esteja em um relacionamento por ter descoberto alguém que te leve para frente, não somente por estar. Inclusive, não faz sentido estar em um relacionamento apenas porque você quer estar em um relacionamento. Não sei se estou sendo claro.
É isso, obrigado.
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2020.07.23 04:46 Taybr3 Não consigo mais pensar no que fazer

Pra explicar o porque desse título, é melhor eu explicar antes de tudo, o que aconteceu de agosto de 2018, até hoje.
Em junho de 2018, conheci uma garota através de um antigo amigo meu. Me aproximei bastante dessa garota, e algum tempo depois começamos a namorar.
No começo eu não sabia o que sentia por ela, acho que comecei a namorar com ela só pra saber como era mesmo (já que eu nunca tinha namorado a sério antes). Mas com o tempo, me apaixonei por ela de verdade.
Depois de um tempo qualquer um que passasse por nós dois podia afirmar de pé junto, a gente se amava de verdade.
No inicio tudo foi bom, mil maravilhas, mas com o passar do tempo as coisas foram começando a dar errado. A primeira coisa que deu errado (que eu descobri MUITO tempo depois de acontecer, por acaso) foi: a garota tinha uma amiga, que sempre "zicava" nosso relacionamento, dizendo que eu era um rapaz ruim, que não prestava, inventando coisas sobre mim, sem nem ao menos me conhecer. Basicamente, essa amiga dela sempre fez a cabeça da garota, para que ela terminasse comigo e me detestasse.
A segunda coisa que deu errado: com essa "zica" dessa amiga dela, a garota acabou começando a duvidar do que sentia por mim, e direto e reto terminava comigo (pra voltar depois de uma semana), e eu na época não entendia os motivos disso, então me culpava, achando que era sempre algo que eu tinha feito, por ser muito inseguro. E com esses términos e voltas (se não me engano foram 6 ou 7), e eu me culpando e ficando cada vez mais confuso, meu psicológico foi ficando afetando, e a cada dia que passava, só piorava tudo (guardem essa informação pra mais tarde)

A terceira coisa que deu errado: com esse termina e volta, a mãe da garota começou a duvidar se a garota realmente gostava de mim, e concluiu que não gostava (por mais que não fosse a real). Então ela junto com o resto da família da garota, também começaram a me taxar como um cara ruim, pois sempre que acontecia alguma coisa mínima por culpa minha, que incomodava a garota, ela ia correndo contar pra mãe. Mas quando a garota me fazia chorar noite após noite, me tratando de forma fria, e fazendo eu me culpar pelos términos que ela mesma decidia por si só, ninguém além de nós dois dava notícia (eu tenho certeza que a família dela não sabe de todo caos que essa garota causou em mim até hoje)

Então resumindo, a amiga da garota zicava nosso relacionamento, a mãe dela não gostava de mim por motivo nenhum, e a família dela desaprovava nosso relacionamento por me achar ser um cara ruim sem nem me conhecer e botava pressão encima da garota.

Tudo bem, a gente tentou lidar com isso, pq se for pra ser facil, qual é a graça né?
E a gente até conseguiu, a gente tentou resolver o problema da amiga que zicava a gente assim que eu descobri o que ela fazia. A gente tentou resolver o problema da família, e tudo mais.

E seguimos até março de 2019, onde outra vez, sem me explicar o motivo. Ela voltou com os términos. E eu inseguro do jeito que sou, voltei a me culpar por isso tentando achar uma razão, e isso foi piorando meu psicológico cada vez mais. Fui ficando cada vez mais cansado com essa de terminar e voltar, cada vez mais cansado dela me tratando com indiferença, sendo fria comigo, de um jeito que ela não era com mais ninguém (até onde eu via).
E mesmo assim, consegui aguentar. Pq eu amava ela, e toda dificuldade ia valer a pena no final? Não ia??
Agora prestem atenção, pois vão ter 2 acontecimentos importantes, dos quais eu não tenho certeza da ordem em que aconteceram

Então ela conheceu um guri, que morava perto dela, e que ela via com mais frequencia do que eu (ja que eu moro um pouco longe da casa dela, e gente só podia se ver nos fins de semanas... Quando ELA DECIDIA QUE QUERIA ME VER)
Esse guri sempre deu encima dela, flertava com ela e fazia de tudo pra tentar pegar ela, mesmo sabendo que ela namorava. Isso nunca importou pra ele.

E um dia, em junho, com ela me tratando de forma fria e indiferente, após terminar e voltar comigo várias vezes. Ferrar com meu psicológico. Um dia, depois de basicamente um mês sem ver ela, só esperando ela decidir quando que queria me ver, e depois dela cancelar encima da hora simplesmente pq ela "Não tava afim". Eu explodi, discuti com ela, a gente brigou, falei besteiras, não consegui me segurar.
Adivinha a primeira coisa que ela fez depois disso? EXATO, ela falou pra mãe dela, como sempre fazia.
E a primeira coisa que a mãe dela fez foi proibir de vez que a gente ficasse juntos.

Mas no outro dia, com mais calma, conversamos e com o passar da semana voltamos a nos entender.
A gente ainda se amava, e queria ficar juntos. Mas agora com a restrição da mãe dela, não podia ser igual antes, então resolvemos manter só entre a gente, a distância, até a poeira abaixar.
Isso durou uma semana.
Pq com o guri que ficava encima dela igual urubu na carniça, e com a família dela me crucificando dia e noite dentro da casa dela, ela acabou cedendo.
Terminou comigo, e no outro dia ja assumiu um relacionamento com o guri.
Isso me destruiu.

Mas a gente continuou se falando, eu ainda gostava dela, e ela ainda gostava de mim, então com as coisas acontecendo, ela acabou traindo o guri comigo. (Eu gostava dela. Não tava nem aí pra esse guri, por mim ele não só poderia, como pode até hoje ir se f*der)
Ficamos assim até o inicio de agosto. Quando ela resolveu se sentir culpada por trair o moleque, e então podendo escolher entre mim, e ele, escolheu ele. E fez questão de me dizer isso com todas as palavras.
Eu nunca chorei tanto na minha vida.
Fiquei consumido por tristeza, ódio, um vazio infinito dentro do peito, tudo de ruim que vcs possam imaginar.
E então, consumido por essas coisas, nesse mesmo dia, de madrugada. Eu fiz uma coisa. Da qual não me orgulho.
Como vcs devem saber, gente safada e internet não dá certo, então eu peguei algumas fotos que tinha dela, algumas prints de conversas nossas, e mostrei tudo para o guri. Toda traição que eu consegui registrar, eu mostrei pra ele.

Depois de uns dias o guri viu as mensagens, me agradeceu, terminou com ela (apesar de que voltaram alguns dias depois, e dps terminaram dnv, eu não sei, não procurei saber o que aconteceu com eles)
Mas quando a guria soube o motivo dele terminar com ela,que foi por eu ter mostrado tudo pra ele. Ela me odiou, me xingou de tudo quanto é nome, falou mal de mim, e no fim, cortou todo contato que tinha comigo.
Mas antes de cortar contato, ela disse uma frase que eu nunca vou esquecer (guardem essa frase, ela vai ser muito importante no fim)
Ela disse: Eu não to brincando quando eu falo que quero te deixar quase morto, mas sem te deixar morrer.
Então, depois disso tudo, eu me senti um pouco mais aliviado, e pensando agora, talvez tenha sido porque eu causei nela, um pouco da dor que ela me causou.

Ficamos sem se falar por 6 dias, e nesse meio tempo, eu consegui me desprender dela, até ouso dizer, em 6 dias eu consegui deixar de gostar dela.
Mas então, no sexto dia, era meu aniversário, e pois é, ela me chamou. No dia do meu aniversário.
Nisso voltamos a conversar, viramos amigos novamente, e em outubro, quando a gente ja se gostava novamente, voltamos a namorar.
Mas não durou. A família dela ainda me odiava, e pressionava ela sobre isso. Então pouco tempo depois, ela terminou comigo outra vez, dizendo dessa vez que "não queria ir contra a vontade da mãe dela"
Isso me quebrou outra vez.
Por que ela fez isso?
Por que voltou a falar comigo? Logo quando eu tinha conseguido esquecer ela?
Por que me fez voltar a amar ela? Pra me deixar vazio e sozinho depois?
Por que? Por que?!
Eu não consigo entender isso até hoje. Mas foi isso que me desgraçou de vez.
Desde então, ela tem ficado com vários e vários garotos, basicamente com quem ela quer, pois apesar de ela não achar, ela é uma guria bem atraente, e qualquer um consegue sentir atração por ela. Então tudo que ela precisa fazer, é escolher quem ela quer.
Não nos paramos de nos falar, e ver isso, ver ela me contando essas coisas, só foi me destruindo cada vez mais. Dia após dia.
Toda essa bomba emocional, f*deu comigo. Mas eu não queria ficar mal, e tentei esquecer ela, e me cuidar.
Procurei um psicólogo, fui em algumas consultas e ele até me receitou um remédio.
Cloridrato de fluoxetina, que apesar de eu não notar efeitos, eu tomo até hoje. (Só fui descobrir que era pro tratamento de depressão causada por ansiedade quando joguei o nome no google, e ansiedade é uma coisa que eu sempre tive, desde criança, mas que nunca me prejudicou tanto.)

Com o tempo fui piorando cada vez mais, na minha mente só se passa coisas ruins, ando sempre desanimado, triste. E com isso acabei me tornando um cara negativo.
Com isso perdi amigos, e quaisquer pessoas que ainda tentavam se manter perto de mim. Afinal, quem quer ficar perto de uma pessoa instável, negativa, e que não tem nada de bom pra te oferecer? Não os julgo, eles fizeram o que pensaram ser melhor para eles.
Mas com isso eu fiquei sozinho de vez.
Tinha que ver dia após dia como eu me tornava cada vez mais insignificante para a garota que eu amava.
Vi todos os meus amigos, e pessoas das quais eu me importava se afastarem de mim, e nem olharem para trás.
Me afundei cada vez mais na depressão.
Com o tempo comecei a ter pensamentos suicidas, e ainda tenho. Só não fiz ainda pois tenho pais e familiares que me amam, e não quero que eles fiquem tristes por eu morrer. Mas se um dia isso que eu pensar sobre eles fraquejar, só Deus sabe o que eu vou fazer.

Enfim, garota.
Hoje em dia ela namora um guri que eu não sei quem é, e pessoalmente, espero não saber.
Até ontem a gente se falava as vezes, mas depois de uma conversa, e de eu ficar acordado até as 4h da manhã chorando por causa dela outra vez. Eu decidi que é melhor eu ficar longe de whatsapp, twitter, instagram. Ou qualquer lugar na internet em que eu possa me esbarrar com ela.
E graças a pandemia, não preciso me preocupar em me esbarrar com ela na rua. (Pelo menos por enquanto)
Estou me sentindo muito sozinho, não vejo saídas para tudo de ruim que eu sinto dentro de mim além da morte, e eu sei que não é o certo a se fazer.. Mas eu só não consigo mais..
Não consigo achar uma razão para viver.
Não consigo gostar nem me importar com ninguém, além dos meus familiares, e dessa garota.
Eu realmente queria que as unicas pessoas que eu sentisse alguma coisa fossem meus familiares.
Uns tempos atrás eu não conseguia dormir, pois sempre que deitava na minha cama, era tomado por 1 milhão de pensamentos relacionados a essa garota, e tudo de ruim que minha mente conseguia criar. (acredito que seja por causa da ansiedade)
Eu odeio essa garota. E todo mal que ela me fez.
Desejava nunca ter conhecido ela.
Eu queria resolver tudo isso, mas tudo que ja tentei, não deu certo.
Quando tento me afastar dela, minha mente insiste em me lembrar dela, dia e noite. E me machucar mesmo com ela longe. E caso eu me reaproxime, ela mesma vai me machucar.
Eu tenho vários e vários pensamentos negativos, e ja até cheguei a pensar em viver somente pra arruinar a vida dela.
Eu não sei o que fazer. Nem como resolver isso que ta acontecendo comigo.
Bom, vocês lembram da frase? Que ela queria me deixar quase morto mas sem me deixar morrer? Ela conseguiu. Eu estou morto por dentro. Não tenho objetivos, vontades, prazeres, sonhos, desejos.. NADA.
E eu não consigo morrer, porque tenho amor pelos meus familiares e por ela o suficiente para não me suicidar.
Mas se as coisas continuarem piorando a cada dia mais, do jeito que está. Acho que não está tão longe de eu mesmo fazer algo ruim comigo.
Eu não faço a mínima ideia se deixo esse desabafo em Relacionamento, Depressão ou só em Desabafo mesmo.
Para não arriscar ter meu post apagado por estar na categoria errada, e ter que reescrever tudo, com todas as lágrimas novamente. Vou deixar só em desabafo, acho que é o mais neutro.

Enfim, não sei como alguém pode me ajudar com isso, mas se você leu até aqui. obrigado. Espero que esteja tudo bem com você.
Espero que ela não acabe vendo isso, pq explicar o pq eu to desabafando tudo que aconteceu entre ela e eu em um sub no reddit não é algo que eu quero fazer.
Também espero um dia entender, como posso amar tanto uma pessoa que eu odeio até a última célula do meu corpo.
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2020.05.29 16:43 mateusonego Não aguento mais me arrepender

Bom dia, povo! Espero que estejam sobrevivendo aí, e bem.

TL;DR: Ateu mal-acostumado, ainda projeto o julgamento de Deus em todas as áreas e pessoas, e não suporto mais sentir culpa nem arrependimentos - o único futuro que vejo é me isolando e vivendo sozinho, sem interagir nem construir nada com mais ninguém, o que rouba todo o sentido da vida humana. Não sei mais o que fazer comigo.

Bom não tenho certeza do que eu pretendo com isso, mas eu honestamente não faço mais ideia de que direção tomar, e senti que pôr tudo pra fora pode elucidar alguma coisa. Peço desculpas desde já pela bíblia abaixo (quem ler vai rir da escolha de palavras) mas eu não sei identificar limites e necessidades ¯\_(ツ)_/¯ prefiro dar mais detalhes do que devo.
Enfim, já faz alguns anos que eu tenho depressão. Sempre fui uma pessoa muito ansiosa, a ponto de precisar me consultar a respeito algumas vezes enquanto criança. Me parece que a coisa toda começou principalmente depois que meu pai faleceu (doença cardiovascular - eu tinha 5 anos).
Eu não passava o meu dia com meu núcleo familiar (minha mãe sempre trabalhou, eu sempre fiquei com uma tia até pelo menos os 12), então ficava o dia todo na TV e quando chegava em casa a noite ia direto pro computador. Eu sou negro (sempre sozinho em espaços brancos, só bem mais tarde eu ia entender o que isso significava e começar a perceber as consequências), sempre fui mlk de prédio (cohab - de bem favorecida minha família não tem nada, mas graças a Deus nunca passamos fome), e minha mãe não percebeu o quanto eu me fechava conforme o tempo passava. Passei minha infância inteira brincando literalmente sozinho, fazendo todos os papeis etc rs e nem sei dizer o quão rápido me acostumei a passar o tempo integralmente dentro da minha própria cabeça.
Porque eu não entendi muito bem a morte do meu pai, e por conta de como eram as coisas na minha família (minha tia era paranoica, meu tio era um absoluto escroto em todas as áreas, minhas primas eram frustradas e descontavam um pouco em mim - nada demais, minha família sempre foi bastante amorosa, na verdade, não posso reclamar disso -), e por conta de eu passar uns 25% do meu tempo com minha mãe no máximo, que quando tava comigo tava cobrando sobre a escola etc, papo padrão de mãe ausente (não culpo ela em nada, minha mãe sempre foi esforçada pra cacete e lutou muito pra subir aos poucos na vida, sempre se fez o mais presente possível e demonstrou amor incondicional, sempre deixou claro que me ama não importa a merda que eu faça - mas o fato é, ela sempre me cobrou muito das coisas, não exatamente da forma mais inteligente), minha terapeuta disse que meu cérebro me responsabiliza de alguma forma pela ausência do meu pai (como se eu tivesse cometido algum erro, e por ISSO ele tivesse saído da minha vida), e hoje entendemos que meu cérebro associou toda essa mistureba como: "não posso errar, nunca, preciso ser capaz de cuidar das minhas responsabilidades, se não os outros não vão querer saber de mim, e eu ainda posso prejudicar eles, pôr o esforço deles a perder, então eu nunca posso fazer nada que não seja a melhor e mais perfeita coisa que eu poderia ter feito no momento".
Soma-se a isso o fato de minha família ser aquelas tradicionais evangélicas neo-petencostais, e toda minha insegurança foi armada e munida: eu sempre levei a coisa a sério, me esforcei para viver de acordo com filosofias ou de acordo com as conclusões que eu chegasse, achava que era questão de vida ou morte (ser salvo ou ir pro inferno) que eu ponderasse muito sobre minhas escolhas e fosse compromissado - só assim eu verdadeiramente estaria fazendo a vontade de Deus, só ignorando o mundo e as tendências e me reservando a ficar sempre na contra mão.
Eu nunca me senti bem, feliz ou satisfeito. O estado mais positivo que eu já consegui alcançar foi "conformado", mas mesmo enquanto amparado pela fé, eu não via muito sentido nas coisas, não conseguia enxergar propósito que não fosse Deus, e a forma de lidar com esse propósito - combatendo o mundo, pra convencê-lo a se salvar - me frustrava. Mas a coisa tomou outro patamar quando, depois de uns anos levando a sério a religião, eu me dei conta que não cria em mais nada. Aí, a depressão que se mascarava como descontentamento se assumiu de verdade, e só então eu reparei há quanto tempo eu andava desejando morrer mas não admitia para mim mesmo. Foi só quando eu parei de encarar o suicídio como um pecado, que eu passei a reconhecer com quanta intensidade eu sempre flertei com ele. Isso faz uns 10 anos, e de lá pra cá, a vontade de abandonar tudo só cresceu - e hoje eu sinto que isso é especialmente pq eu passei o papel de "Deus" pras outras pessoas, ou pra sociedade: cada ação minha está sendo pesada por alguém - ou será pesada por cada pessoa que passar pela minha vida - e meus acertos determinarão meu valor enquanto pessoa.
Nunca tive problemas para ter amigos, mas sempre me senti bastante deslocado (negro e cristão, né, nunca me sentia completamente pertencente). Sempre fui inseguro e sem malícia demais pra ter atitude para ter um relacionamento, e como eu era cristão e tem toda a parada de sexo etc, enfim, eu fui demorar para ter meu primeiro relacionamento, que eu abri mão pq não dava conta de quão mal eu me sentia, do quanto eu me cobrava ou me culpava por tudo, do quanto de ciúmes que eu sentia, etc.
A vida passou, eu deixei de ser cristão, comecei a entender melhor a sociedade, comecei a fumar maconha, fumei muita maconha, e no meu 3º relacionamento minha namorada percebeu que tinha coisas dentro de mim com as quais eu não sabia como lidar, e me convenceu a fazer terapia, por mim, e por nós. Eu comecei a fazer. entendi muitas das coisas que mencionei aqui, tivemos anos de muita alegria, fomos morar juntos, eu seguia com a terapia e tomando remédios etc, até que... fomos nos afastando... e eventualmente terminamos. Na época eu não sabia direito identificar o que tinha acontecido. Hoje, eu acho que fumávamos demais, eu em especial, e não estava me esforçando de verdade para estar com os outros e fazer coisas novas, eu só queria saber de fumar, tava afstando ela da família dela, enfim... provavelmente acabei entregando um relacionamento tóxico pra ela, ou até abusivo.
Eu moro sozinho há uns 2 anos e meio agora. Sigo fazendo terapia e tomando remédios (só 10 por dia). Continuo fumando maconha, pq é a única coisa que alivia o dia-a-dia, tentando reduzir bem (hoje fumo 1/3 do que fumava no começo do ano, por ex - mas ainda fumo um pouco todos os dias, e minha psiquiatra sabe). Eu sei que isso já detonou minha noção de tempo, realidade, felicidade, vida, etc... Estou ansioso num nível que, de tanto mexer o meu calcanhar, eu literalmente to com problemas pra descer escadas ou ladeiras, sei lá, meu músculo buga e começa a tremer.
Eu tive um relacionamento no fim do ano passado, mas invadi todos os espaços dela sem a menor paciência, cobrava atenção que não fazia sentido pro que tínhamos, enfim, creio que projetei uma "continuação" do meu último relacionamento, não soube identificar como recomeçar a conhecer e ficar com alguém.
Nos últimos meses minha mente abriu muito pra muita coisa, e eu deixei de me culpar de muita coisa. Entendi algumas das minhas limitações, e que eu poderia escolher a vida que eu queria levar, dia após dia, eu posso escolher como levar meus dias. Eu trabalho, pago minhas contas, tenho um relacionamento ok com minha família, não devo nada a ninguém. Entendi por ex que eu provavelmente não tinha machucado minha última companheira, mas eu sem dúvidas frustrei muito a ela e a mim, e absolutamente gratuito.
Enfim. To há mais de um ano sem conseguir dormir 5h seguidas (serião), e aí pow, quarentena, não tenho o que fazer além de pensar na vida. Antigamente eu via muitos filmes e séries, ouvia música o dia inteiro etc, ultimamente SÓ consigo ver animes (não sei se pq os episódios são curtos, por conta da variedade, se é pq eu sou uma eterna criança, se é pq eu acho mais fácil refletir em cima das problemáticas...). Não aguento mais sonhar com o passado, não aguento mais sentir saudades das pessoas que passaram pela minha vida (especialmente minha noiva), não aguento mais não ter perspectiva nem vontade de futuro. Faz alguns meses já que eu tenho certeza absoluta que só estou vivo ainda pela minha família. Eu não queria, não tenho força nem ânimo pra sonhar com nada que eu queira pra mim, ou com nada que eu acredite que possa alcançar. Eu sinto que nenhum esforço pra ser feliz ou chegar em lugar nenhum nunca vai compensar as tristezas, as dores, e acima de tudo, os arrependimentos. Por mim, posso dizer isso sem medo algum, eu já tinha ido embora há alguns meses. Tenho até umas receitas naturais salvas pro dia que a coragem chegar (mas ela nunca vai chegar, eu nunca faria isso com minha mãe e meu irmão)
O que me mata são os arrependimentos. Eu demorei, mas entendi que tem muita gente pelo mundo, e que as pessoas vem e vão mesmo, isso é inevitável, e não precisa ser negativo. Eu não tenho "medo" de nunca encontrar ninguém, por exemplo. Mas meus sentimentos de culpa são TÃO fortes que eu nunca mais quero arriscar sentir isso por ninguém. Nunca mais quero sentir que decepcionei alguém, e tb não quero me frustrar. Eu sou honesto demais (acho que deu pra perceber), e embora leia MUITO as pessoas, nunca aprendi a lidar com o ritmo do mundo ou com a relação que as pessoas tem com a própria vida - esse ano me dei conta que continuo absurdamente religioso com a vida, to tendo que desconstruir pra entender como não encarar cada segundo como uma responsabilidade de tomar a decisão certa. Mas ainda dói demais pensar que eu machuquei as pessoas, e me dar conta que eu perdi oportunidades e pessoas por ser burro e egocêntrico. Ainda encaro os acontecimentos como decisivos, ou "destino". E decidi esse ano que ia me concentrar em mim, juntar uma grana, melhorar um pouco de vida e tal - mas quarentena, e aí no meio dela eu vi o quanto eu ainda me sinto dependente da validação dos outros (é um pouco de carência tb sim, mas é realmente uma necessidade de validação absurda), e que precisava aprender a superar.
Mas os dias passam, e minha cabeça não muda: to sozinho pq fiz muita merda, pq fui ansioso e egoísta, sou estranho e introvertido demais pra me relacionar com amigos ou parceiras de qualquer grau, e, como sei que preciso ficar vivo, pelo menos até minha mãe morrer, a única estratégia que eu vejo é se eu me fechar pra todo mundo e aprender a me aceitar sozinho. E eu realmente não posso dar brechas pra ninguém participar da minha vida, pq as preocupações me consomem, e eu sinto o arrependimento antes mesmo de fazer qualquer coisa.
Bom, é isso. Se você chegou aqui, parabéns. Recomendo agora um Neil Gaiman, um C. S. Lewis, ou pq não um Marx né. Como eu disse, não sei onde eu quero chegar. Acho que só precisava pôr pra fora. Por favor fiquem mais que à vontade pra comentarem qualquer merda, não to esperando ajuda nem forças, nem compreensão na verdade, mas eu sei que vcs vão me entender (talvez eu esteja procurando perdão, ou redenção?). Se alguém tiver passado por qualqueeeeeer coisa parecida, tamos aí para conversar.
Mas é isso amiguinhos, não se deixem acumular culpas, nós raramente temos, o mundo é difícil e cruel e cada favelado é um universo em crise. Sempre erraremos e sempre teremos de dar um jeito de levantar no dia seguinte. Cabe a cada um escolher como e com quem quer fazer isso. Boa sorte pra nós, pois Brasil. Muito amor, paz e saúde.
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2020.05.18 07:11 amoragirl20 Eu almejo paz todos os dias.

Eu pensei bastante sobre escrever aqui, eu sou bastante reservada e a ideia de contar sobre algo da minha vida principalmente aqui parecia tão...mas acho que quando você começa a gritar, já não se importa quem vai escutar então lá vai.
Eu tenho um péssimo relacionamento com a minha mãe, tóxico, abusivo verbalmente e emocionalmente. Eu sempre me senti deslocada da minha família, como se eu nunca tivesse pertencido ali ou fosse adotada e demorei muitos anos pra enxergar o que realmente acontecia entre nós duas, o que não foi nada fácil pq a gente quer acreditar que essa mãe ruim que existe, existe lá fora nos filmes nas matérias do fantástico, mas não a nossa, que isso tudo acontecia por um momento em específico e que ela fazia sim coisas boas por mim, mas chegou um momento que não deu pra esconder a verdade, eu realmente acho que ela me odeia ou pelo menos desgosta de mim profundamente. Eu fui planejada, planejada pra consertar um casamento em ruínas, na tentativa de com o meu nascimento tudo iria se ajeitar e seríamos uma família de verdade, claro que nada disso aconteceu, piorou e com a separação dos meus pais em absolutamente qualquer chance que a minha mãe tem ela me compara com o meu pai, pra ela eu nasci com todos os defeitos dele, que sou igual a ele embora eu não tenha contato e o não veja há anos mas pra ela eu sou tudo de ruim que ele é, ela disse e em mais de uma ocasião que ela tem vergonha de ter me feito, vergonha de eu ter existido e que ela prefere a minha irmã mais velha, filha de outro casamento que nada mais é a Barbie humana: tem pós graduação, fez filhos lindos, tem um marido bom e principalmente rico, estão vivendo bem até demais pra uma quarentena, dormindo no horário certo e eu aqui, ouvindo coisas de uma senhora que só me maltrata. Eu sempre suspeitei que eu não fosse a filha favorita dela pq eu acredito que mãe sempre tem um filho favorito por mais que não admita e hoje eu tive essa confirmação da boca dela, da mesma boca que diz que eu sou um zero a esquerda por eu não estar na faculdade, por ser ingrata mesmo eu agradecendo por tudo que eu recebo, por não estar num emprego incrível e agora estou presa aqui com ela tendo que aturar quando ela surta, pq ela sempre surta, nosso relacionamento é uma bomba relógio nunca há paz não é questão de se mas sim quando nós vamos brigar e eu vou ouvir coisas extremamente pesadas que nem cabe aqui citar mais exemplos. Dói todas as vezes. E até quando eu não digo pra ninguém que dói, dói muito e até quando eu não digo que choro eu choro todas as vezes pq me questiono onde eu errei pra merecer isso, pra ser assim. Eu não tenho amigos eu tenho no máximo colegas, um punhado de erros cometidos dos quais eu não consigo me perdoar, uma irmã boa mas definitivamente nunca entende o meu lado sempre acha que não é bem assim a história, mesmo já tendo presenciado humilhação minha com a nossa mãe e um namorado que é a minha única companhia nesse planeta, mas ele jamais conseguiria entender tudo isso pq ele vive completamente o oposto da minha vida, ele surtaria se passasse por 1% do que eu já vivi e só esse ano, além do mais se terminarmos ele segue a vida e eu continuo aqui com a mesma "família", então a sensação que eu sinto é de absoluto solidão, tenho a saúde mental totalmente deteriorada, eu me odeio muito sofro todos os dias seja comigo mesma ou pela minha mãe, meu sono está completamente desregulado e ouço alfinetadas dela sobre isso, eu como pra saciar o extremo vazio e escuto piadas maldosas gordofóbicas e alfinetadas em forma de """"humor""' de minha mãe, mas ela jamais vai entender o que eu sinto pois não há espaço pro diálogo acredite, eu já tentei ao longo dos anos ela SEMPRE me diminui, nunca levada a sério ela só não diz o famoso "dorme que passa" mas passa uma mensagem semelhante. Talvez ninguém leia isso e tudo bem eu só precisava desabafar pq está cada vez mais difícil a cada ano que passa, parece que um pedaço do meu coração morre ao passar por cada coisinha, e sem ter independência financeira pra sair dessa e ela saber disso e GOSTAR afinal eu saindo de casa ela fica sozinha e não pode mais dizer que me sustenta, eu grito por ajuda mas isso nunca chegou.....E se por acaso alguém ler isso e tiver uma mãe realmente boa que te trata bem, que te encoraja e não te faça se sentir um(a) inútil e infeliz consigo mesmo, saiba que você é muito sortudo(a), muito mesmo pois não é fácil odiar o dia das mães todo ano pelo fato de que os outros tem e você não. Aliás, por sentir isso todos os dias.
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2020.05.06 05:40 DinahY96 Amizade tóxica

Olá pessoas! Este é meu primeiro post, então... Espero que vocês gostem!
Eu tinha uma amiga que eu gostava muito. Vamos chamar ela de... Helena. A gente tinha 6 anos e pouco de amizade. Éramos bem grudadas e como sempre... Falávamos sobre nossos amigos, quem era bonito, etc.
Eu tinha mais duas amigas que eram muito gente boa. Vamos chamar uma de Jéssica e outra de Mariana. As duas viviam me perguntando se a Helena não era muito...Tóxica.
Como eu gostava muito da Helena, achava que era coisa da cabeça das duas. Quando a Helena começou a namorar o meu amigo, eu consegui enxergar os pontos que as duas tinham me falado.
O meu amigo, Giovanni vamos chamar ele assim. Ele namorou com a Helena há muitos anos. O Giovanni, conheço ele muito bem. Ele é fiel.
Continuando... A Helena quando via os nossos post no Facebook. Ou eu comentava post do Giovanni ou ele comentava o meu post.
AH, DETALHE... EU ESTAVA NAMORANDO E ESTAVA COM UM RAPAZ CHAMADO, GABRIEL VAMOS CHAMAR ELE ASSIM. A GENTE TAVA JUNTO A UM ANO.
Continuando... A Helena ficou com ciúmes, porque ele ficou conversando comigo no Facebook. A gente tinha grupo de amigos no Facebook e via ela fazendo escândalo com o pessoal do grupo.
Eu fiquei assustada com a atitude dela. Quando o meu relacionamento terminou, fiquei muito mal. Ela foi até falar com um " amigo " meu... Vamos chamar de corno, porque ele foi bem corno com todo mundo.
Sobre o corno... Vou falar sobre ele em outro post. Ela me defendeu do corno, fez escândalo e tudo mais. Agradeci ela.
Até que um belo dia... Quando eu tava de boa com o corno e a gente tava querendo sair juntos e tal. Quando contei pra minha amiga.
Ela me chamou de idiota, disse que se eu namorasse com ele, ela ia deixar de ser minha amiga.
( Eu tipo, wtf? A gente ia apenas comprar consoles e vídeo Games. Aonde essa menina anda com a cabeça? ) Pensei enquanto encarava ela.
Resumindo... Quando eu me apaixonava por alguém, ela dava um ataque de ciúmes pra cima de mim e eu não entendia nada.
Até que um dia... No intervalo do colégio. Ela decidiu ofender a pessoa que eu estava gostando. Quando alguém ofende, critica ou faz algo de errado para a pessoa que estou gostando... Eu avanço. Eu bato mas pra quebrar algum osso da pessoa.
( Se eu sou violenta? Talvez... x.x )
Enfim, quando a Helena ofendeu a pessoa que eu tava gostando... Eu dei um tapa na cara dela e o seu óculos voou longe.
As meninas que tavam perto da gente ficaram com olhos arregalados. Eu saí de perto da Helena pra não machucar mais ela.
O meu ex professor de Sociologia viu de longe no que eu tava vivendo. A Helena sempre me criticando, sempre tendo ciúmes e eu tentando consertar aquilo.
Até que meu ex professor de Sociologia falou pra mim se afastar DE VEZ da Helena, porque ela estava acabando com o meu Psicológico.
Eu concordei com ele. Eu me afastei dela e soube de muitas coisas horríveis dela. O Giovanni queria terminar com ela, pois ele tava também cansado de brigar com ela por conta do ciúmes e segundo que ela tava namorando dois caras. DOIS CARAS!
Como eu sabia disso? Ela falava pra mim que no serviço dela, ela namorava dois caras. Ela trabalhava num mercado, porém num setor de vender pães, salgados,etc.
Quando ela entrava para o intervalo... Ela ficava namorando dois caras. Quando a Helena me contou aquilo, eu tive que falar com o Giovanni sobre o que tava acontecendo.
O pior... É que ela mandava mensagem pra ele dizendo que amava ele. Claro... Giovanni ainda gostava dela e não terminava com ela!
Giovanni gostava de fazer shows, fazer pequenos eventos e por aí vai. Aí uma amiga minha queria conhecer ele e talvez... Tentar ficar com ele.
Ela conversou com o Giovanni sobre ela conhecer ele pessoalmente e tal. Quando a Helena soube disso. As duas quase caíram na porrada no colégio.
Até me afastei delas, pra elas conversarem tipo... Mano a Mano. Quando elas terminaram, a Helena se fingiu de inocente pra cima de mim, dizendo que ainda amava o Giovanni e por isso que ela tava insegura de ver a minha amiga do lado dele.
Na minha cabeça tava assim...
( WTF MULHER?! VOCÊ TÁ COM DOIS CARAS E ME FALA ISSO? )
Mas por fora eu estava plena.
Um dia... Ela sofreu acidente, pois ela ia para o trabalho de Biz. Mas algo aconteceu de errado com ela e deu acidente.
Eu a trouxa... Ajudei ela a sair da cadeira, sair intacta na sala de aula. Eu pegava merenda pra ela. Fazia de tudo por ela. Demorou alguns meses... Ela voltou a andar. Um pouco manca, mas conseguia.
Até que um dia... A gente tava voltando pra casa juntas. ( Minha casa era no mesmo caminho que o dela. Por isso a gente voltava pra casa juntas. )
Ela estava falando no quão idiota a pessoa que eu gostava era. Que ele não sabia de bosta nenhuma, etc. Como ela estava apoiada em mim, por causa do seu pé... Respirei fundo e meio que empurrei ela e ela quase saiu da estrada.
Segurei a Helena e acho que ela percebeu que fiquei brava e ficou calada. Claro... Eu me fingi de besta.
" Opa. Foi sem querer. "
As vezes eu também procuro briga, kkkk. Mas é porque ela me testava muito na paciência.
O dia que realmente fiquei irritada. Eu tava prestes a pedir a pessoa em namoro. A pessoa que eu gostava. Eu tinha brigado com a Helena, porque como sempre... Ela vivia me criticando, falava que eu fazia escolhas erradas, que ia deixar de ser minha amiga.
Quando terminou a aula, voltei pra casa sozinha. Porém... A Helena estava me seguindo e olhando pra minha cara. Ela queria falar comigo, mas eu não. Eu estava cansada da maluquice dela.
Quando eu parei pra atravessar a rua. Ela me parou e começou a vomitar monte de coisa na minha cara. Sério gente. Eu lembro até agora o que ela me disse.
" Se você quer ficar brava comigo, eu não me importo. Você é qualquer uma pra mim. Você é doente, vai se matar que é melhor. "
Foi exatamente isso que ela me disse.
Eu apenas olhei pra cara dela e falei.
" Beleza. "
Eu tava de saco cheio dela. Não queria nem olhar pra cara dela. Chegando em casa chorei um monte, porque eu tava esgotada e minha avó viu que eu tava péssima.
Até hoje agradeço ao pessoal que me deu apoio. Que fizeram de tudo pra ela se afastar de mim. Ah... A Helena tem uma irmã mais nova. Ela é tão gente boa. Sinto falta dela. Mas né... Não quero nem contato com a Helena.
Quando se passou três meses... Eu tinha deletado todos os contatos dela. Então, eu tava de boa. Até que vi uma mensagem no WhatsApp.
Era ela. A Helena me perguntou na maior cara de pau se eu tava bem. Ela tentava puxar assunto comigo. Eu sentia nojo e raiva, porque ela vivia falando dos garotos que ela pegava e pelo amor de Deus... Ela não era fiel a ninguém.
Ela queria voltar para o meu amigo, Giovanni, por sorte ele tava noivo já. Ela me perguntou se eu podia sair com ela e deixei ela no vácuo. Fiz questão de bloquear e excluir ela.
Uma coisa gente. Não fiquem com uma amizade tóxica. Isso acaba com o seu psicológico. O meu? Tava no 0%.
Eu tentei de tudo pra ficar do lado dela. Mas quanto mais eu descobria sobre os podres dela, quanto mais ela me deixava pra baixo... Mais eu sentia raiva dela.
Então, pessoal... Quando verem que seu amigo ou amiga tá agindo feito louco possessivo... Sai fora, porque se não... Capaz da pessoa te deixar insano. É sério isso.
Espero que tenham gostado do meu primeiro post e até a próxima!
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2020.03.05 04:26 psicopatola Eu perdi o amor da minha vida, eu acho

Está é uma história sem final, já adianto pra vocês. Só queria desabafar mesmo. Meu nome é Meredith e eu namorei o Derek por dois anos, sempre em um regime não monogâmico. Desde o primeiro dia que a gente ficou junto nunca mais paramos de nos falar. O namoro veio naturalmente, com um pedido lindo, depois de quatro meses em que estávamos juntos. Nunca houve uma conversa sobre ser ou não ser monogamia. Nós sempre conversávamos que na nossa concepção o amor é uma escolha e você é livre para se relacionar com quem quisesse. Tínhamos alguns tratos, tipo não se envolver emocionalmente, não ficar com conhecidos e não conversar sobre outras pessoas que ficávamos. Nunca fiquei com ninguém nesse meio tempo, mas me dava um alívio imenso só de saber que eu teria essa liberdade de escolha.
Pois bem, o tempo passou e as coisas aconteceram. Concluí meu curso médico, fui estudar psiquiatria. Depois que você forma em medicina, você faz a residência médica, que é um grande vestibulaEnem. A partir do resultado da prova, você escolhe um lugar pra ir. Escolhi o hospital mais antigo e tradicional da minha cidade e fui, feliz da vida. Lá conheci o Alex, um outro médico que tinha passado em outro hospital, mas que ia ficar trabalhando comigo nos 9 primeiros meses. Não sei o que foi, mas ele chamou minha atenção logo de cara. Ele era lindo, gente boa, inteligente, engraçado, amava literatura, tocava violão... Já logo no início o feitiço se quebrou um pouco porque ele também era hetero topzera, gostava de ir em boates pagação e ouvir sertanejo. Devo dizer que de cara, o que me chamou a atenção foi a parte física, e não demorou muito para que eu estivesse conversando com ele todos os dias o dia todo. Ele sempre me esperava pra almoçar, me ligava pra saber se eu ia nas aulas, ficava me procurando pra conversar quando acabava o serviço. Ficamos muito próximos até que... Demos um beijo. Foi logo no primeiro mês de residência, estávamos completamente bêbados e eu já não tava aguentando de tesão. E então começou a surgir algo além da amizade.
Nessa altura do campeonato, meu namoro não estava lá essas coisas. Eu estava passando muito tempo ocupada com as coisas do meu serviço e ele estava ocupado com TCC, mestrado, artigo científico. Estávamos cada vez mais distantes um do outro, só que não queríamos reconhecer isso, porque tínhamos um carinho muito grande um pelo outro. As brigas eram constantes e eu ia desabafar com quem? Alex. Passei a enxergar nele um porto seguro, um alguém pra quem eu podia correr caso precisasse. Desabafava sobre os problemas do meu namoro, questões familiares, inseguranças da vida. E a gente conversava cada vez mais.
Ficávamos quase sempre, pelo menos uma ou duas vezes por semana. Às vezes no carro dele, às vezes na casa dele, as vezes em algum lugar do hospital, mas sempre dávamos um jeito. E assim, eu cheguei num ponto do meu namoro em que não dava mais pra continuar. Terminei tudo e ele foi a primeira pessoa que eu contei.
Passamos a ficar cada vez mais próximos um do outro. O carinho e a admiração cresciam cada vez mais, mas ao mesmo tempo, não havia nenhuma conversa que indicasse que ele queria continuar comigo a longo prazo. Informação importante: ele nunca namorou antes. Por causa disso e da ausência de perspectiva futura, passei a viver o presente com ele. Eu amava passar tempo com ele. Ficávamos horas e horas a fio conversando. Cansei de "dormir" na casa dele: o dormir está entre aspas porque na verdade ficávamos conversando até altas horas de madrugada, até que um de nós apagasse primeiro.
Nesse ponto da história, todos os nossos amigos do trabalho sabiam e torciam por nós enquanto eu sentia que aquele relacionamento não tinha futuro. Nunca tinha conhecido nenhum amigo dele ou alguém da família. Eu dizia pra mim mesma que isso não significava nada. Há umas duas semanas atrás, um amigo em comum conversou com ele sobre o nosso relacionamento. Disse que ele deveria assumir os sentimentos dele e que provavelmente eu iria cobrá-lo depois do carnaval. Alex falou pro nosso amigo que provavelmente a gente iria acabar namorando mesmo, porque já não tinha mais jeito. Um tempo depois, eu questionei Alex sobre essa postura de enxergar o nosso namoro como uma consequência do tempo em que a gente tá junto e não do tanto que a gente se gosta. Na minha cabeça não faz sentido: namoros acontecem porque duas pessoas se gostam e pronto. Eu pedi a ele que me perguntasse as coisas ao invés de supor o que eu estava pensando. Ele chorou muito, disse que gostava demais de mim e que não queria me causar sofrimento. Isso foi numa segunda feira. Fiquei terça, quarta e quinta com o coração pesado e acabei chamando ele pra conversar na minha casa. Ele era a pessoa com quem eu mais conversava diariamente. Eu estava sentindo muita falta disso. Na quinta, ele chorou mais ainda, me contou que a faculdade foi horrível pra ele, que ele teve depressão, perdeu 12 quilos e se sentiu um lixo durante muito tempo. Que esse momento de agora que a gente tá vivendo era a primeira vez em que ele está genuinamente feliz, que ele nunca tinha sofrido realmente na vida e que ele tinha medo de se envolver e mudar algo desse momento feliz. Foi muito sofrido pra ele. Ele pediu um tempo pra pensar, pra ver como seria a vida dele no segundo ano de residência e pra tentar entender como ele quer lidar comigo. Depois dessa chamada que eu dei nele, ele descobriu que gosta demais de mim e que não quer ficar comigo sem que seja algo sério.
Eu amo esse homem, gente. Eu não sei ainda se eu quero namorar, mas eu quero ficar junto com ele. O que eu faço? A gente se vê muito pouco agora.
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2020.03.03 03:40 psicopatola Relacionamento à la Grey's Anatomy

Está é uma história sem final, já adianto pra vocês. Só queria desabafar mesmo. Meu nome é Meredith e eu namorei o Derek por dois anos, sempre em um regime não monogâmico. Desde o primeiro dia que a gente ficou junto nunca mais paramos de nos falar. O namoro veio naturalmente, com um pedido lindo, depois de quatro meses em que estávamos juntos. Nunca houve uma conversa sobre ser ou não ser monogamia. Nós sempre conversávamos que na nossa concepção o amor é uma escolha e você é livre para se relacionar com quem quisesse. Tínhamos alguns tratos, tipo não se envolver emocionalmente, não ficar com conhecidos e não conversar sobre outras pessoas que ficávamos. Nunca fiquei com ninguém nesse meio tempo, mas me dava um alívio imenso só de saber que eu teria essa liberdade de escolha.
Pois bem, o tempo passou e as coisas aconteceram. Concluí meu curso médico, fui estudar psiquiatria. Depois que você forma em medicina, você faz a residência médica, que é um grande vestibulaEnem. A partir do resultado da prova, você escolhe um lugar pra ir. Escolhi o hospital mais antigo e tradicional da minha cidade e fui, feliz da vida. Lá conheci o Alex, um outro médico que tinha passado em outro hospital, mas que ia ficar trabalhando comigo nos 9 primeiros meses. Não sei o que foi, mas ele chamou minha atenção logo de cara. Ele era lindo, gente boa, inteligente, engraçado, amava literatura, tocava violão... Já logo no início o feitiço se quebrou um pouco porque ele também era hetero topzera, gostava de ir em boates pagação e ouvir sertanejo. Devo dizer que de cara, o que me chamou a atenção foi a parte física, e não demorou muito para que eu estivesse conversando com ele todos os dias o dia todo. Ele sempre me esperava pra almoçar, me ligava pra saber se eu ia nas aulas, ficava me procurando pra conversar quando acabava o serviço. Ficamos muito próximos até que... Demos um beijo. Foi logo no primeiro mês de residência, estávamos completamente bêbados e eu já não tava aguentando de tesão. E então começou a surgir algo além da amizade.
Nessa altura do campeonato, meu namoro não estava lá essas coisas. Eu estava passando muito tempo ocupada com as coisas do meu serviço e ele estava ocupado com TCC, mestrado, artigo científico. Estávamos cada vez mais distantes um do outro, só que não queríamos reconhecer isso, porque tínhamos um carinho muito grande um pelo outro. As brigas eram constantes e eu ia desabafar com quem? Alex. Passei a enxergar nele um porto seguro, um alguém pra quem eu podia correr caso precisasse. Desabafava sobre os problemas do meu namoro, questões familiares, inseguranças da vida. E a gente conversava cada vez mais.
Ficávamos quase sempre, pelo menos uma ou duas vezes por semana. Às vezes no carro dele, às vezes na casa dele, as vezes em algum lugar do hospital, mas sempre dávamos um jeito. E assim, eu cheguei num ponto do meu namoro em que não dava mais pra continuar. Terminei tudo e ele foi a primeira pessoa que eu contei.
Passamos a ficar cada vez mais próximos um do outro. O carinho e a admiração cresciam cada vez mais, mas ao mesmo tempo, não havia nenhuma conversa que indicasse que ele queria continuar comigo a longo prazo. Informação importante: ele nunca namorou antes. Por causa disso e da ausência de perspectiva futura, passei a viver o presente com ele. Eu amava passar tempo com ele. Ficávamos horas e horas a fio conversando. Cansei de "dormir" na casa dele: o dormir está entre aspas porque na verdade ficávamos conversando até altas horas de madrugada, até que um de nós apagasse primeiro.
Nesse ponto da história, todos os nossos amigos do trabalho sabiam e torciam por nós enquanto eu sentia que aquele relacionamento não tinha futuro. Nunca tinha conhecido nenhum amigo dele ou alguém da família. Eu dizia pra mim mesma que isso não significava nada. Há umas duas semanas atrás, um amigo em comum conversou com ele sobre o nosso relacionamento. Disse que ele deveria assumir os sentimentos dele e que provavelmente eu iria cobrá-lo depois do carnaval. Alex falou pro nosso amigo que provavelmente a gente iria acabar namorando mesmo, porque já não tinha mais jeito. Um tempo depois, eu questionei Alex sobre essa postura de enxergar o nosso namoro como uma consequência do tempo em que a gente tá junto e não do tanto que a gente se gosta. Na minha cabeça não faz sentido: namoros acontecem porque duas pessoas se gostam e pronto. Eu pedi a ele que me perguntasse as coisas ao invés de supor o que eu estava pensando. Ele chorou muito, disse que gostava demais de mim e que não queria me causar sofrimento. Isso foi numa segunda feira. Fiquei terça, quarta e quinta com o coração pesado e acabei chamando ele pra conversar na minha casa. Ele era a pessoa com quem eu mais conversava diariamente. Eu estava sentindo muita falta disso. Na quinta, ele chorou mais ainda, me contou que a faculdade foi horrível pra ele, que ele teve depressão, perdeu 12 quilos e se sentiu um lixo durante muito tempo. Que esse momento de agora que a gente tá vivendo era a primeira vez em que ele está genuinamente , que ele nunca tinha sofrido realmente na vida e que ele tinha medo de se envolver e mudar algo desse momento feliz. Foi muito sofrido pra ele. Ele pediu um tempo pra pensar, pra ver como seria a vida dele no segundo ano de residência e pra tentar entender como ele quer lidar comigo. Depois dessa chamada que eu dei nele, ele descobriu que gosta demais de mim e que não quer ficar comigo sem que seja algo sério. E aí eu fiquei com muuuuuita raiva. Não sei lidar com rejeição por parte dos outros. Eu inicialmente havia concordado em ser amiga dele, mas eu me senti rejeitada. Xinguei ele de todos os nomes que consegui, bem infantil mesmo, e bloqueei ele em todos os lugares. Na sexta feira de carnaval, xinguei mais ele, fiz ele sair de um bloquinho, pra voltar pra casa e conversar comigo. É isso.
Eu amo esse homem, gente. Eu não sei ainda se eu quero namorar, mas eu quero ficar junto com ele. O que eu faço? A gente se vê muito pouco agora.
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2020.03.03 03:15 psicopatola Eu tinha dois "namorados" e perdi os dois 😬

Está é uma história sem final, já adianto pra vocês. Só queria desabafar mesmo. Meu nome é Jane e eu namorei o Michael por dois anos, sempre em um regime não monogâmico. Desde o primeiro dia que a gente ficou junto nunca mais paramos de nos falar. O namoro veio naturalmente, com um pedido lindo, depois de quatro meses em que estávamos juntos. Nunca houve uma conversa sobre ser ou não ser monogamia. Nós sempre conversávamos que na nossa concepção o amor é uma escolha e você é livre para se relacionar com quem quisesse. Tínhamos alguns tratos, tipo não se envolver emocionalmente, não ficar com conhecidos e não conversar sobre outras pessoas que ficávamos. Nunca fiquei com ninguém nesse meio tempo, mas me dava um alívio imenso só de saber que eu teria essa liberdade de escolha.
Pois bem, o tempo passou e as coisas aconteceram. Concluí meu curso médico, fui estudar psiquiatria. Depois que você forma em medicina, você faz a residência médica, que é um grande vestibulaEnem. A partir do resultado da prova, você escolhe um lugar pra ir. Escolhi o hospital mais antigo e tradicional da minha cidade e fui, feliz da vida. Lá conheci o Rafael, um outro médico que tinha passado em outro hospital, mas que ia ficar trabalhando comigo nos 9 primeiros meses. Não sei o que foi, mas ele chamou minha atenção logo de cara. Ele era lindo, gente boa, inteligente, engraçado, amava literatura, tocava violão... Já logo no início o feitiço se quebrou um pouco porque ele também era hetero topzera, gostava de ir em boates pagação e ouvir sertanejo. Devo dizer que de cara, o que me chamou a atenção foi a parte física, e não demorou muito para que eu estivesse conversando com ele todos os dias o dia todo. Ele sempre me esperava pra almoçar, me ligava pra saber se eu ia nas aulas, ficava me procurando pra conversar quando acabava o serviço. Ficamos muito próximos até que... Demos um beijo. Foi logo no primeiro mês de residência, estávamos completamente bêbados e eu já não tava aguentando de tesão. E então começou a surgir algo além da amizade.
Nessa altura do campeonato, meu namoro não estava lá essas coisas. Eu estava passando muito tempo ocupada com as coisas do meu serviço e ele estava ocupado com TCC, mestrado, artigo científico. Estávamos cada vez mais distantes um do outro, só que não queríamos reconhecer isso, porque tínhamos um carinho muito grande um pelo outro. As brigas eram constantes e eu ia desabafar com quem? Rafael. Passei a enxergar nele um porto seguro, um alguém pra quem eu podia correr caso precisasse. Desabafava sobre os problemas do meu namoro, questões familiares, inseguranças da vida. E a gente conversava cada vez mais.
Ficávamos quase sempre, pelo menos uma ou duas vezes por semana. Às vezes no carro dele, às vezes na casa dele, as vezes em algum lugar do hospital, mas sempre dávamos um jeito. E assim, eu cheguei num ponto do meu namoro em que não dava mais pra continuar. Terminei tudo e ele foi a primeira pessoa que eu contei.
Passamos a ficar cada vez mais próximos um do outro. O carinho e a admiração cresciam cada vez mais, mas ao mesmo tempo, não havia nenhuma conversa que indicasse que ele queria continuar comigo a longo prazo. Informação importante: ele nunca namorou antes. Por causa disso e da ausência de perspectiva futura, passei a viver o presente com ele. Eu amava passar tempo com ele. Ficávamos horas e horas a fio conversando. Cansei de "dormir" na casa dele: o dormir está entre aspas porque na verdade ficávamos conversando até altas horas de madrugada, até que um de nós apagasse primeiro.
Nesse ponto da história, todos os nossos amigos do trabalho sabiam e torciam por nós enquanto eu sentia que aquele relacionamento não tinha futuro. Nunca tinha conhecido nenhum amigo dele ou alguém da família. Eu dizia pra mim mesma que isso não significava nada. Há umas duas semanas atrás, um amigo em comum conversou com ele sobre o nosso relacionamento. Disse que ele deveria assumir os sentimentos dele e que provavelmente eu iria cobrá-lo depois do carnaval. Rafael falou pro nosso amigo que provavelmente a gente iria acabar namorando mesmo, porque já não tinha mais jeito. Um tempo depois, eu questionei Rafael sobre essa postura de enxergar o nosso namoro como uma consequência do tempo em que a gente tá junto e não do tanto que a gente se gosta. Na minha cabeça não faz sentido: namoros acontecem porque duas pessoas se gostam e pronto. Eu pedi a ele que me perguntasse as coisas ao invés de supor o que eu estava pensando. Ele chorou muito, disse que gostava demais de mim e que não queria me causar sofrimento. Isso foi numa segunda feira. Fiquei terça, quarta e quinta com o coração pesado e acabei chamando ele pra conversar na minha casa. Ele era a pessoa com quem eu mais conversava diariamente. Eu estava sentindo muita falta disso. Na quinta, ele chorou mais ainda, me contou que a faculdade foi horrível pra ele, que ele teve depressão, perdeu 12 quilos e se sentiu um lixo durante muito tempo. Que esse momento de agora que a gente tá vivendo era a primeira vez em que ele está genuinamente , que ele nunca tinha sofrido realmente na vida e que ele tinha medo de se envolver e mudar algo desse momento feliz. Foi muito sofrido pra ele. Ele pediu um tempo pra pensar, pra ver como seria a vida dele no segundo ano de residência e pra tentar entender como ele quer lidar comigo. Depois dessa chamada que eu dei nele, ele descobriu que gosta demais de mim e que não quer ficar comigo sem que seja algo sério. E aí eu fiquei com muuuuuita raiva. Não sei lidar com rejeição por parte dos outros. Eu inicialmente havia concordado em ser amiga dele, mas eu me senti rejeitada. Xinguei ele de todos os nomes que consegui, bem infantil mesmo, e bloqueei ele em todos os lugares. Na sexta feira de carnaval, xinguei mais ele, fiz ele sair de um bloquinho, pra voltar pra casa e conversar comigo. É isso.
Eu amo esse homem, gente. Eu não sei ainda se eu quero namorar, mas eu quero ficar junto com ele. O que eu faço? Eu tô com muita saudade. A gente se vê muito pouco agora.
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2020.03.02 01:36 Vinicius0X100 Eu e minha vida recentemente

Olá meu nome aqui é Vinicius0X100 não quero expor meu verdadeiro nome aqui... Mas oque quero compartilhar aqui é mais uma coisa que está acontecendo agora na minha vida,não sei se alguns de vcs sentem o mesmo, bom, de qualquer modo vou contar

O Inicio disso:
Eu estava na escola de boas e como sofro bullying e infelizmente isso me prejudicou meu psicológico de uma maneira horrível, nunca namorei, fiquei ou se quer beijei(ninguém) isso é um detalhe que não ligo tanto até porque isso é bobagem e eu tenho apenas 13 quase 14 ano de idade e queria muito ter tido um relacionamento mas, nunca funcionou, mas ok
Eu em um simples dia de aula parei pra pensar o porque eu nunca tive amizades verdadeiras sendo que muitas delas eram por interesse porque eu levava chicletes, balas, halls etc... e faz dois anos que não levo para a escola, e esse foi o começo de muitas coisas.

O Agora:
Neste exato momento é um domingo 01 de março de 2020 e amanhã é o bendito dia de aula aff, bom nas ultimas férias(precisamente em fevereiro) na ultima semana de fevereiro minha escola(Abelardo) liberou umas listas que mostram as salas, na minha antiga sala, a sala que eu estudei até o 8° Ano(2019) eu tinhas vários amigos pois mesmo com problemas na minha vida desde 2017 eu consegui passar um pouco por cima e me socializar mais, porem esse ano de 2020 eu cai em uma sala terrível com uma fama de literalmente RUIM e até que uns antigos amigos caíram lá também mas eu não tenho tanta intimidade com eles, mas falo uma vez ou outra.
Tá sendo difícil porque lá tem um garoto chamada Rafael não sei das quantas, que se acha o "bomzão" da sala, porem ele é um merda todos sabem, a diferença é que maioria das pessoas dessa sala são literalmente também BABA OVO dele porque ele é um repetente que deveria estar no 1° EM(Ensino Médio) e lá está ele nos 9° junto com gente chata, ridícula, escrota(não generalizando, lá tem pessoas corretas e que querem um futuro). Ele não mexe comigo eu tenho exatos 1,76 e 80KG ele deve ter uns 1,74 mas não da pra perceber.

Esse ano e a escola PÉSSIMA:
Esse ano está sendo horrível tentei mudar de sala mas é quase que uma batalha porque a sala antiga que estava está com exatas 29 pessoas, diferente da minha que tem um numero um pouco menor 27 e sério não vai fazer diferença eu mudar de sala mas aquele diretor OTÁRIO diz que me prejudica ficar naquela sala e ele quase nem foi na minha sala ano passado: sentar, assistir uma aula, ver o comportamento dos alunos, NADA ele e os outros funcionários daquela escola só se importam mesmo se os alunos estão usando o uniforme(SÓ) e mais nada.
O Problema que estou enfrentando:
Estou neste exato momento com medo de que estou com inicio de depressão, isso mata jovens, adultos, idosos e qualquer um. Os jogos eletrônicos são minha unica forma de esquecer os problemas que tenho em casa, na escola e ainda a suportar cada dia da minha vida. Eu estou pensando em fazer coisas horríveis que vão me prejudicar eu sei que é difícil mas eu não sou forte o suficiente pra suportar tanta bosta na minha vida eu faço musica e publico algumas no soundcloud e outras no youtube só pra me distrair eu uso em ambas plataformas esse nome que está aqui no reddit, isso foi só uma observação kk
É difícil suportar toda a dor que eu sinto desde que eu tinha 10 anos, a vida é dura e infelizmente não tem como voltar no tempo, para aquela época que eu jogava Minecraft com meus primos, brincava com eles tambem kk, mas eu tenho que crescer até porque todos dizem: - Quando vc crescer vai querer voltar a ser criança. Mas eu nem cheguei a 20 anos e já to querendo voltar mano, então o negócio tá feio pra mim.
Uma amiga:
Tem uma menina nesta escola que foi a que eu criei muita intimidade do ano passado pra cá, ela se Chama Graziele e é um amor de pessoa ela tem uns problemas parecidos com os meus porem acho que ela tem uns que eu nunca tive e nunca quero ter, no caso RELACIONAMENTO HORRÍVEL ela tem aquele dom de se relacionar, porem ultimamente as pessoas pela as quais ela teve um relacionamento estragou a vida dela e agora ela está insegura pra ter novos, poxa cara eu nunca quero passar por isso, e não desejo isso pra ninguém, já vi muitas pessoas que superaram isso, mas nem todas superam BEM.
Uma outra:
Tambem tem uma menina que estuda comigo em uma escola de inglês, eu amo ela porem ela não e isso nunca passa(o sentimento que tenho por ela). Eu já pedi ela pra FICAR comigo mas ela falou que era melhor não, eu eu respeitei a decisão dela e deixei por isso mesmo, mas eu ainda gosto dela, ela é linda, simpática, se bem que de vez em quando ela faz coisas CHATAS mas acontece nem todo mundo é perfeito.
Eu sinto que essas informações que estou dando podem dar algum problema pequeno no futuro mas não estou nem ai a minha vida está uma bosta mesmo.
O que eu quero com isso tudo que falei?
Eu quero ajuda mas não de psicólogo ou sei lá! qualquer coisa assim eu quero ajuda por aqui só estou tentando ter um resultado.
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2020.01.20 17:31 Gab8786 A PIOR SOGRA DO MUNDO. Me livrei, mas doeu.

Considerações:
Primeiro: eu juro que isso não é fanfic. Eu vivi isso, acredite ou não.
Segundo: primeiro post que envio para o turma-feira, ah que emoção. Recentemente seus turma-feira's têm sido meu melhor passatempo, gratidão imensa por fazer meus dias melhores.
Terceiro: Minha vida amorosa é uma tragédia (não a nível de Shakespeare, mas é quase), te contarei apenas um dos casos. Se você gostar, quem sabe eu te conte mais outros...
Provavelmente você terá que fazer um vídeo inteiro sobre isso. Vamos lá.
(Os números e nomes aqui estão trocados. Não mostre isso no vídeo, ok editor?)
Aconteceu em 2014.
Conheci Micaela, a namorada com quem eu casaria se existissem condições. A gente combinava em tudo. Em todas as conversas tínhamos uma harmonia ímpar, gostávamos de estar juntos em todos os momentos, não tínhamos divergência de pensamentos políticos ideológicos (eu nem ligava pra isso na época), ela gostava de muitas coisas que eu gostava, se esforçava pra gostar de outras e eu fazia assim com ela também. Era muito bom estar junto dela.
Eu andava 3 km a pé pra ver ela e valia muito a pena(não existia Uber na minha cidade ainda, mas mesmo que existisse eu iria a pé pq eu n tinha grana, e ela gostava de mim mesmo assim, o que prova a veracidade dos sentimentos dela).
Ela frequentava minha casa algumas vezes, meus pais amaram ela, fez amizade com meus irmãos mais novos, ela jogava videogame comigo. Era um sonho.
Só havia um problema. Dona Gertrudes, a mãe dela. Ah, Dona GERTRUDES... Como posso te explicar, Luba... Imagina uma mulher religiosa ferrenha com uma moral do século 18. Eu não sabia disso até então. Pelo visto nem Micaela sabia que a mãe poderia chegar a um nível tão ABSURDO no final da história. Micaela apenas dizia que não podíamos subir pro quarto dela porque a casa estava bagunçada devido a uma reforma, e a mãe queria me conhecer primeiro (com o tempo), ou que ao menos eu assumisse namoro antes que eu pudesse frequentar lá em cima. Tudo bem? Tudo bem. Não sou acostumado com cerimônias, mas tudo bem.
Isso fazia com que tivéssemos que transar dentro do banheiro do prédio dela(Sim, nos primeiros dias já estávamos apaixonados a esse nível). Tinha uma câmera em frente à porta, mas a gente ligava o foda-se e entrava mesmo assim.
Aí você se pergunta: porque não na minha casa, no meu quarto? Bom, eu dividia meu quarto com meus irmãos. Nosso AP. Era pequeno, apenas 2 quartos. Seria constrangedor, muito embora, algumas vezes considerarmos essa possibilidade mantendo meus irmãos fora, mas era difícil.
Alem disso, dona GERTRUDES não deixava Micaela vir pra casa de um amigo sem mais nem menos. Ela não deixava eu entrar na casa dela, porque ela deixaria a filha entrar na casa dos outros?(Lógica dela). Então as vezes, quase nunca, ela ia escondido pra minha casa. Portanto, o banheiro, quase sempre, era nossa única opção (lembrando, eu não tinha grana pra Uber, imagina pra motel).
Chegou o momento que a gente se cansou disso (3 semanas depois) e resolvemos assumir logo esse namoro. Dona GERTRUDES quis marcar um jantar para perguntar quais as minhas intenções com a filha dela. SIM, não era o pai que queria perguntar isso, afinal ela era....... MÃE SOLTEIRA. SIIIIIIIIM, LUBA, MÃE SOLTEIRAAAAAAAAAA. Pegou raiva né? Saiba que não é nada perto do que vc vai sentir.
Então o dia do jantar chegou. A mãe veio com a famigerada pergunta e eu armei um discurso todo fofinho... "Eu quero amar e respeitar sua filha, quero conhecê-la a fundo, saber dos seus desejos e sonhos de vida, quero aprender com ela e ensinar tbm" pra que que eu disse "quero aprender com ela"? Ela já deu sua primeira patada: "Espera um pouco... Aprender com ela? Minha filha não é professora de ninguém não!"
Eu comecei a dar risada achando que era zueira, mas eu via cada vez mais que não. Que ela estava falando sério mesmo.
"Que absurdo, num relacionamento ninguém ensina nada a ninguém não, tem que estar todo mundo maduro o suficiente sabendo das coisas da vida, e o homem é quem toma a frente e quem sabe mais das coisas, porque é o chefe da família! Se você assume essa postura você é um bunda mole, e eu não quero minha filha casada com um bunda mole. CASADA, sim porque você sabe que um namoro é um preparativo para um casamento. ALIÁS, sexo, nananinanão. Só depois do casamento. Entendeu, senhor Matheus? Aliás... Quantos anos você tem mesmo?"
"19..."
"Pois é. Você que é mais jovem não deveria casar com uma pessoa 6 anos mais velha que você. (Sim, ela tinha 25 anos) Ela tem que se casar com um cara mais velho, com condições de formar uma família. Você trabalha? Você tem uma casa própria? Não. Então eu não acho que você deveria namorar minha filha, mas eu não vou estragar isso no dia da inauguração desse namoro né? Eu abençoo vocês mas com a condição de que você deve assumir essa responsabilidade."
E eu: "Tudo bem."
Sim, Luba eu deveria ter terminado alí, mas eu gostava tanto de Micaela, e eu achava aquilo ridículo demais para ser verdade, além disso eu não sou um cara de se jogar fora, eu não ia deixar que ela me considerasse um cara qualquer, eu fazia faculdade de Medicina na Federal, tinha educação de moral elevada de berço, iria provar meu valor, mas foi muita falta de amor próprio da minha parte. "Deve ser só pressão" eu pensava... Aham... Vai achando!
Os meses foram passando, e eu ainda não podia entrar no convívio da casa de Micaela, e ela ficava cada vez mais ausente, e me dizia por whatsapp que a mãe estava vigiando ela, não deixou mais ela sair de casa por um tempo, até que, quando chegou no sétimo mês, ela me revelou que Dona GERTRUDES não quer mais que ela se encontrasse comigo. E eu "WTF???"
Eu comecei a xingar a mãe dela dizendo ainda "como ela pode controlar tanto assim a filha de VINTE E CINCO ANOS? Micaela, você tem que tomar a independência para sua vida! Não deixe sua mãe te controlar assim! É muita imbecilidade da parte dela."
"Matheus eu ainda não me formei, não tenho condições de construir uma vida sozinha, e apesar de tudo ela é minha mãe, e eu não quero viver brigada com ela!"
"E eu, tudo bem... Como que a gente faz então? Se encontra escondido?"
"Parece ser a única opção né."
Assim fizemos por algumas vezes até o dia que eu fui para o prédio dela escondido. Ela estava fazendo um projeto da faculdade sozinha. Dona GERTRRRRRUUUDES viu pela câmera do prédio e desceu.......................
Eu nunca fui tão humilhado na minha vida.
"O QUE VOCE ESTA FAZENDO AQUI? Eu já não falei pra você não ver mais a minha filha? Você é um imprestável, você não é suficiente para minha filha, você é um qualquer e minha filha merece muito mais. Você é jovem e vai viver muita coisa ainda, vai conhecer muita gente e se relacionar. E se um dia trair minha filha? O que eu faço? Não importa a idade dela ela sempre será minha filha e se você for a causa do sofrimento dela eu n sei o que eu faço com você. Eu sei porque eu vivi isso. Ok? Além disso, você acha que eu não vi vocês dois pela câmera quando entravam no banheiro? Eu vi você falando mal de mim pelo whatsapp da minha filha, alem das fotos dela pelada! Eu fiquei tão chocada com isso que eu não permito mais vocês dois juntos, vagabundo. Saia daqui, vai para sua casa, eu já falei com o condomínio para não permitir mais sua entrada aqui. Não fale mais com minha filha. Está avisado.".
Enquanto isso Micaela morria de chorar pedindo para a mãe não fazer isso e ela estava irredutível. Não me permitiu falar nada. As duas subiram. E eu andei 3km de volta pra minha casa com o coração destruído. Achando que tudo tinha terminado.
Cinco dias depois me liga Micaela dizendo que disse a mãe que ia na casa da amiga Jéssica que morava perto de mim algumas quadras, mas estava vindo para minha casa para conversar comigo, dizendo que não iria desistir de mim.
Conversamos, e daqui a pouco DONA GERTRUDES liga para Micaela dizendo que estava na rua de Jéssica para buscar ela, porque ela havia esquecido de resolver algumas contas da casa no banco e ela queria a ajuda da filha. Depois ela deixava de novo lá na casa da amiga.
Micaela entrou em desespero. Saiu correndo daqui. Chegando no portão da minha casa estava lá a Dona GERTRUDEEEEEEEEES. Ela tinha ativado GPS no celular da filha e sabia de tudo.
Do carro ela falou aos berros e buzinas que chamaria a polícia e me acusar de sequestro se a filha não saísse e entrasse no carro. Eu tive que chamar meu pai que estava trabalhando porque eu não estava aguentando essa situação. Ele chegou e viu a situação insustentável. Falou com Micaela e levou até o portão. Meu pai não falou nada. Chegando em casa ele falou comigo o quão sortudo eu era por eu ter me livrado da convivência com esse ser desprezível como sogra.
Nunca mais vi Micaela.
Fiquei numa depressão profunda durante meses. Pensando no que me aconteceu.
Meu amor foi arrancado de mim sem dó nem piedade. Como se eu a agarrasse e tivessem cortado meus braços para que eu a soltasse.
Depois disso tive alguns namoros que também não passaram dos 7 meses. Hoje estou solteiro. Sem ninguém para eu dizer "te amo". Ao menos não de uma maneira tão sincera quanto eu dizia a Micaela.
Fim.
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2020.01.04 21:39 JuniorCarmo Preciso de ajuda psicológica sobre relacionamento.

Vou contar a minha história e a quem interessar eu gostaria de alguma opinião sobre o assunto. Talvez fique grande mas espero que leiam.
Tudo começou no 2° ano do ensino médio quando nos primeiros dias de aula eu conheci a minha futura namorada. Vivemos quase 5 anos juntos e nos finalmentes do relacionamento até moramos juntos com o meu pai.
Eu amo muito ela e ela sempre me amou muito! Ela sempre correu atras de mim quando havia alguma briga e vendo como foi o meu relacionamento com ela, vi que nunca dei tanto valor assim. Geralmente só se dá valor quando se perde, não é mesmo?
Com mais ou menos 2 anos de relacionamento e algumas brigas infantis de um casal jovem de apenas 18 anos de idade, nós tivemos a primeira briga séria onde nos separamos por mais ou menos um mês. Antes de se separar, nós sempre saíamos nos finais de semana com alguns amigos meu, e teve um em especial, que íamos na casa dele, no quarto dele, esperar ele se arrumar para podermos sair ( Eu, minha namorada e um amigo ). Nós íamos no cinema, pastelarias e afins, apenas para dar umas voltas e etc. Quando eu e minha namorada nos separamos por mais ou menos 1 mês, resolvi tentar voltar com o nosso relacionamento, foi quando ela me contou que havia saído com ele e ficado com ele uma vez. Ele era meu amigo a mais de 10 anos! Nesse meio tempo que eu fiquei separado, também saí com uma amiga minha, fiquei algumas vezes mas optei por voltar com o meu relacionamento. Ela aceitou voltar comigo, pedi que ela bloqueasse esse amigo com quem ela ficou, com medo de que continuassem conversando e etc. E ela pediu que eu bloqueasse a menina com quem eu fiquei e tentamos seguir a nossa vida.
Depois de um tempo morando junto com a minha namorada e com algumas brigas infantis, brigamos sério novamente e nos separamos de novo por mais de um mês e ela saiu da minha casa e voltou pra casa da mãe dela. Como nós morávamos com o meu pai junto, sempre tivemos muito conflito, ela nunca gostou do meu pai e creio eu que ele foi 50% do stress do nosso relacionamento. Após mais ou menos 1 mês separado, eu novamente tentei voltar com ela e bomba! Descobri que ela estava namorando com aquele mesmo "amigo" meu de 10 anos atras, e que haviam conversado a mais ou menos 2 anos atras.
Fiz de tudo para tentar voltar, eu tentei conversar com ela de todas as formas, segui ela quando vi ela andando de carro, fui na casa dela de madrugada enquanto ela dormia para tentar conversar, me humilhei, me cortei, tomei mais de 30 remédios e quase me joguei de moto na frente de alguns caminhões na estrada. Foi uma depressão terrível. E não teve jeito, ela vai continuar com ele.
Acredito que ela não sofreu com o nosso término de relacionamento, foram quase 5 anos junto, eu tive MUITO apego emocional e não consigo acreditar como ela foi capaz de ficar com ele em tão pouco tempo. Descobri que ela já havia chamado ele novamente 1 semana após o término comigo. Não sei se ela está fazendo de propósito para tentar me machucar, se está tentando me esquecer dessa forma. O que ela fez comigo é imperdoável, falta de respeito total e falta de consideração comigo.
Nas vezes que eu tentei cometer suicídio, cortando os pulsos, tomando remédio e quando eu havia dito que ia me jogar na frente de um caminhão, ela fazia questão de vir pessoalmente falar comigo e falava que não era pra fazer isso e etc. Ela disse que se importa muito comigo e me quer bem, mas eu não consigo entender porque ela ficou com outro cara tão rápido, porque jogar no lixo quase 5 anos tão rápido e tão fria.
Já tive uma consulta com um psicólogo no seu consultório, porém, ainda não estou bem, preciso esperar para ter a próxima consulta, por isso vim até o reddit pedir a opinião de psicólogos e de pessoas que já tiveram experiencia com isso. Eu amo muito ela, todos os dias eu penso muito nela. Ela já me bloqueou de todas as redes sociais, portando não consigo stalkear, por mais que isso vá me machucar muito, eu tenho vontade!!! Eu acredito que estou com depressão. Eu não consigo dormir a noite, se eu acordar no meio da madrugada, fico pensando nela de forma involuntária e não consigo mais dormir, fico pensando em toda a intimidade que eu tinha com ela, e agora outro homem fazendo o que eu fazia com ela. Imagino ela fazendo sexo com o cara, só fico com pensamento ruim e meus dias estão sendo longos e terríveis. Eu sinto um vazio ENORME no peito, um gelo. Eu não consigo comer e nem tomar água, realmente não sinto fome, porém, eu tento empurrar comida e água. Parece que meu estomago diminuiu.

Alguém que já passou por isso tem alguma dica mágica que ninguém fala? Algum conselho? estou sofrendo muito, e sofro muito mais sabendo que ela não sofreu com isso. sabendo que ela já tem outro e eu estou aqui, afundado no limbo do sofrimento. Obrigado quem leu tudo.
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2019.12.19 05:38 mererey Eu quero me tornar a pessoa que acham que eu sou, mas não consigo

Em 2020 vou fazer 20 anos, entrei na universidade ano passado, e me mudei para uma cidade no interior de São Paulo, mas volto todo mês pra cidade onde morava, e durante as férias fico com minha família.
Tenho amigos, e essa semana eu saí com 8 deles (os de ensino médio, alguns que conheço há mais de 10 anos). Nós conversamos sobre a faculdade, e essas coisas, mas chegou em um momento em que começaram a falar de relacionamentos amorosos. Nesse assunto, eles começaram a tentar adivinhar como era a minha vida amorosa, já que não costumo conversar muito com eles por WhatsApp. Queriam saber se tinha alguém que eu estava ficando sério, se eu estava transando muito. Eles não tinham dúvida que eu ESTAVA pegando algumas pessoas, e que também já havia transado. Apesar de ser considerado baixo (+- 1,70; faz muito tempo desde a última vez que medi), muitas pessoas que conheço falam que eu sou bonito (apesar de eu me ver bem na média).
O problema é: eles estavam todos errados. Eu nunca fiquei com ninguém. Eu nunca transei. Nenhuma mulher chega em mim, e eu não consigo chegar em ninguém. Tenho medo de incomodar. Ela está com as amigas? Não quero atrapalhar a diversão. Ela está sozinha? Não quero parecer um predador. Óbvio, fora a vergonha que sinto em chegar em alguém.
As únicas oportunidades reais que já surgiram pra mim foram de ficar com homens. Eles são os únicos que chegam em mim, e apesar da atitude deles me deixar feliz, eu não sinto atração nenhuma. Já pensei em ficar com algum homem só pra poder falar “huh, pelo menos não sou mais bv”, mas não consigo. Só de pensar em ficar com alguém que eu sequer sinto atração só por isso me deixa um pouco triste, e até um pouco irritado comigo mesmo.
Minha família é toda extrovertida: meu irmão, meu pai, minha mãe. Sempre perguntam “e aí, ficou com alguém?” E a resposta sempre era a mesma: não. Mas de tanto perguntarem, digo que não importa. Não aguento mais sempre responder que não. Já falei pra pararem, que me incomoda, mas não param. Não fico bravo, mas é um pouco incômodo.
Só de pensar em chegar em alguém, sinto meu rosto ficar vermelho, minhas mãos suarem (e elas já suam MUITO naturalmente), me sinto tremer. Não acho que conseguiria fazer alguém querer ficar comigo só pela conversa. Mas mesmo que conseguisse, e o beijo? Como eu nunca beijei alguém antes, muito provavelmente seria horrível para os dois.
Eu me sinto mal, as únicas oportunidades que vejo são em festas, que não acontecem sempre. Não sei em que outro lugar eu encontraria alguma pessoa disposta a ficar com alguém. Baixei tinder, e ao longo do ano consegui mais de 200 matches, mas ainda assim nunca saí com alguém de lá. Eu não sei flertar. Nao consigo manter ninguém interessado nas conversas. Não sei puxar assunto, tampouco sei quando é a hora de chamar pra se encontrar. Sempre que chamo, a pessoa não quer sair, mas eu não culpo, já que eu também não iria querer sair com alguém que conheci na internet. Não reconheço sinais, e não consigo transmiti-los. Sou lerdo. De forma curta, além de festas e do tinder, não sei onde encontraria pessoas abertas a ficar com estranhos. Amigos de amigos não são uma opção, já que o círculo de amigos com quem eu saio já são as únicas pessoas que nós (os mais próximos) saímos nessa cidade. Voltamos durante as férias, mas cada um mora em uma cidade diferente.
Sinceramente, eu nunca vivi uma vida que fosse como a deles, de haverem muitos dramas, partirem os corações, terem os corações partidos. Pelo menos disso eu não tenho do que reclamar.
Obrigado por ler até aqui o meu desabafo. Não é tão ruim quanto a maioria dos que aparecem aqui, mas acho que eu precisava colocar pra fora.
Tl;dr: meus amigos acham que eu sou tão transante quantos eles. Não sou.
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2019.12.01 05:33 Eilish1 O AMOR te assusta?

O amor te assusta?
Minha irmã me mostrou uma amiga dela que ela queria me apresentar. Eu concordei. Um dia elas estavam no shopping e fizemos um facetime, eu estava voltando do trabalho. Conversa vai, conversa vem, e a moça me solta a seguinte frase "eu não sou de brincadeira não, sou pra casar. Você poderia me levar pra jantar um dia desses". E o idiota aqui caiu nessa, igual um cachorrinho pulando na água pra pegar uma bolinha.
Nos vimos no dia seguinte, e assim... não tenho intenção de desrespeitar nenhuma garota, mas com ela foi muito fácil. O jeito que ela veio foi muito fácil. Na hora eu só pensei em duas hipóteses: 1. Ela realmente tá muito interessada // 2. Ela ta muito acostumada com isso.
Conversando com a minha irmã ela me disse que ela sempre diz que quer algo sério, mas fica com todo mundo que vê na frente. Então estamos mais pro lado da segunda opção. Ela não tá errada de maneira nenhuma em ficar com quem ela quer, o que não pode é dar a entender uma coisa séria e na real não ser nada. Parece até o classico estereótipo de homem escroto.
Pois bem. O primeiro "encontro" foi excelente. O problema de fato começou quando ela foi embora, pois não respondia o whatsapp. Eu via ela online e nada. E não era algo de tipo "to ocupada agora, entrei aqui rapidinho pra falar com alguém urgente". Eu relevei isso, ninguém é obrigado a responder ninguém, eu mesmo as vezes não respondo pq não to a fim de ver mensagens. Trabalho com redes sociais o dia inteiro.
Fui relevando esse vácuo. Até que ela percebeu que eu estava curtindo ela, e de fato eu estava, estou. Ela comentou com a minha irmã, e como é a minha irmã, ela me contou. Depois ela me disse que estava confusa, e não sabia o que queria. Se era algo sério, ou não. Falei com ela pra apenas deixar rolar, não se apressar, não tem necessidade. Ela concordou.
Depois de alguns dias ela voltou com essa história de novo. O que me confundia era o fato dela ser uma pessoa totalmente diferente comigo pessoalmente, e no whatsapp parecer que eu estava incomodando ela. Pessoalmente eu nunca cheguei comprimentando ela com beijo, por que eu nunca soube se poderia. Sempre que a iniciativa era minha ela barrava. Após alguns minutos elas sempre me pedia um beijo, e ao final do dia, no whatsapp era a mesma coisa. Até que um dia eu decidi não dar esse beijo. Ela cobrou mais algumas vezes, até a hora que disse "tá bom, desisto" e ficou meio triste. Eu chamei ela pra conversar, disse que de fato eu estava gostando dela, e que não estava saindo com mais ninguém além dela. Eu tentei passar confiança, entende? Porque achei que ela estava confusa, não sabendo se poderia confiar em mim e com medo de se ferrar futuramente. Ela me perguntou se eu namoraria com ela, mas não foi um pedido de namoro, foi só uma pergunta mesmo. Eu disse que claro. Ela sorriu.
Na volta pra casa, eu perguntei pra ela do que ela tinha medo. Ela me disse que tinha medo de eu não ser suficiente pra ela, e nem ela ser suficiente pra mim. Na hora eu juro que não entendi. Depois eu parei pra pensar, e acho que traduzindo isso seria algo do tipo "Não sei se quero você, ou se espero outro cara aparecer". É foda porque ela foi quem falou em relacionamento sério, ela que falou que estava olhando alianças de namoro no shopping com a minha irmã, ela falou. O que ela esperava que eu entendesse? No começo eu só estava deixando rolar, depois eu realmente gostei dela. Doeu as três vezes que ela falou "vamos ser só amigos, o que acha?" as duas primeiras eu discordei, mas na terceira eu achei que eu já estava incomodando. Achei que ela só não tava com coragem de por um ponto final definitivo. Então concordei, mas deixei claro que não era isso que queria.
Em uma conversa eu disse pela milésima vez que ela era linda. Ela printou e postou no status com a legenda "ele é demais!!". Fiquei super feliz quando eu vi. Dias depois ela postou um outro print, de um outro cara que salvou o contato dela como "Vida 💍", e usou a mesma legenda. Me perguntei quantas vezes ela fez isso.
Estou bem pra baixo ultimamente. Meu aniversário está chegando mais uma vez, vou passar natal, ano novo, férias, novamente pensando que eu poderia estar dividindo essas experiências com alguém. Eu sei que temos que curtir nós mesmos, mas um relacionamento realmente é algo que eu queria. Sempre quis ter alguém pra viajar, dividir dias bons e ruins, apresentar pra minha mãe. Esse é outro ponto que ela foi cara de pau. Por ser amiga da minha irmã, foi muito mais fácil ela vir aqui em casa, inclusive quando ela veio eu nem sabia, veio com a minha irmã. Conheceu minha mãe, e minha mãe não é boba, já perguntou "porque vocês não namoram?" eu disse: porque ela não quer. E ela disse: ele que não quer. Eu fiquei igual aquele meme do John Travolta sem entender nada. Minha mãe perguntou se ela gostava de mim, e ela disse que sim. Mas foi um sim meio duvidoso, eu percebi. Acho que só ficou sem jeito. Depois ela me perguntou, e eu não falei nada. E ai sim ela implicou. Ela sabe que eu gosto dela, eu já falei varias vezes.
Agora não temos mais nada. Tem umas três semanas que eu não vejo ela, volta e meia ela manda mensagem como amiga, sem nada de mais. Por experiência, eu sei que não vou conseguir ser amigo dela. Esse foi um breve resumo, eu não me apaixono fácil. Não contei das vezes que fomos andar de skate, comer pizza até não conseguir nem respirar direito, fazer competição de arroto em familia (eu acho que foi nessa hora que ela me ganhou haha), ensinar ela a andar de patins, entre varias outras paradas, momentos que te fazem curtir a pessoa.
Eu amo ela de verdade, mas não gosto mais dela.
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